terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Suquinho Gástrico






A IURD me impressiona cada dia mais. Não existem exegeses suficientes para detalhar o tamanho das suas heresias. Que Deus tenha misericórdia, tenho certeza que ainda dá tempo de um arrependimento. 

 Panfleto com o *Sangue do Cordeiro* dado a mim :( 
(Detalhe: O sangue que eles dizem ser do cordeiro é um maço de algodão com 'kisuk' de uva)
Vamos descarregar o sachê do 'Kisuk' de uva no estômago e nos livrar da gastrite divina

*SEM COMENTÁRIOS*

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A Predestinação

A VERDADE SOBRE A “PREDESTINAÇÃO”
PARTE 1
Existem duas teorias básicas acerca da predestinação: a Calvinista e a Arminiana. A teoria calvinista é assim chamada por causa de João Calvino; e a teoria Arminiana é assim denominada por causa de Armínio, que foi um dos discípulos de Calvino.
O que ensina a doutrina calvinista?
- A salvação é inteiramente de Deus; o homem nada tem a ver com a sua salvação. Deus dá a salvação pra quem Ele quer e está acabado.
- Segundo essa doutrina calvinista, quando uma pessoa se arrepende, é inteiramente pelo poder atrativo do Espírito Santo. Para os calvinistas, a predestinação é o “decreto” de Deus, através do qual Ele decidiu quem seria ou não salvo.
- Os pastores que seguem as teorias de João Calvino, ensinam que Cristo veio, não para morrer por todos, mas para aqueles que fazem parte da Sua Igreja. Estes serão salvos porque foram predestinados para a salvação.
- Os calvinistas afirmam: “Se fosse verdade que Jesus veio para morrer por todas as pessoas, estariamos diante de um Deus impotente, que foi capaz de fazer o sol, a lua, as estrelas, a Terra e os oceanos . . . mas que foi incapaz de salvar o homem”. Ele não salva a todos, porque Ele não veio para todos, mas só para os seus”. Há pessoas a quem Ele não amou porque não eram os seus!
Questionamento: Se Deus dá a salvação para quem Ele quer; se o homem nada tem a ver com a salvação, ou seja, se não depende do homem, por que Deus não salva a todos os homens? A Bíblia diz que Deus deseja que todos os homens se salvem—veja 1 Tm 2:4: “O qual deseja que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade”. Se a Bíblia diz que Deus quer que todos os homens sejam salvos, e se Deus é Onipotente, grande em poder (pode todas as coisas), por que não salva a todos os homens? Se a salvação é um “decreto” de Deus, por que Ele não decretou que todos fossem salvos, se a Bíblia diz que essa é a sua vontade? Fica subentendido, então, que se Deus não salva a todos, é porque nem todos crêem. Isto fortalece a teoria Arminiana. Os arminianos afirmam que a salvação é para todos os que crêem.
O que ensina a teoria Arminiana?
A vontade de Deus é que “todos” os homens sejam salvos, porque Cristo morreu por todos os homens.
1 Tm 2:4 - “O qual deseja que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade”.
Tt 2:11 - “Pois a graça de Deus se manifestou trazendo salvação a todos os homens”
At 2:21 - “E todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo”
Rm 5:18 - “Assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens, para condenação, assim também por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para justificação e vida”.
2 Pe 3:9 - “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a tem por tardia. Ele é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se”.
Jo 3:16 - “Porque Deus amou o mundo de tal maneira. . .”
Mt 25:41 - “Então o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: “apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”.
1 Jo 2:2 – “Ele é a propiciação pelos nosso pecados, e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro”.
Conclusão: A predestinação tem sido ensinada de acordo com essas duas teorias básicas: O Calvinismo e o Arminianismo. Essas teorias se opõem entre si. Isto acontece devido às formas distintas de se interpretar alguns textos da Bíblia Sagrada. Sabemos, no entanto, que a salvação é pela graça, é dom de Deus, conforme Ef 2:8. Mas cremos que o homem pode resistir a graça de Deus. Exatamente por isso, Deus não salva a todos os homens. Porque a salvação é para aqueles que crêem.
PARTE 2
Já falamos que existem duas teorias fundamentais: o Calvinismo e o Arminianismo. Vimos que essas teorias se opõem entre si; são interpretações distintas da Palavra de Deus, acerca da predestinação.
- Enquanto os Calvinistas ensinam que a predestinação é o decreto de Deus, através do qual Ele escolheu quem seria ou não salvo, os arminianos crêem que quando a Bíblia fala de predestinação, está se referindo à Igreja como um todo. Ou seja, todo aquele que crê, está predestinado à salvação.
- Rm 8:29 - “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes a imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”.
Vamos compreender melhor este versículo! Primeiramente precisamos esclarecer para quem Paulo estava dizendo essas palavras (veja Rm 1:7 - “A todos os amados de Deus que estais em Roma, chamados para serdes santos”).
- Quando Paulo utiliza essa expressão: “. . . aos que de antemão conheceu. . .”, obviamente está se referindo a um grupo de pessoas; note bem que a expressão está no plural. Paulo está dizendo que Deus, em sua presciência, “conheceu” de antemão que um grupo de pessoas aceitaria a Palavra, e por essa razão, foi predestinado para a salvação. Deus disse em Is 46:10
- “. . . eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam”. O versículo não sugere que Deus “determinou” quem seria ou não salvo, mas que a Igreja como um todo, seria transformada conforme a imagem do Seu Filho. Quem será a imagem do Filho de Deus? A Igreja, lavada no sangue do Cordeiro. Em outras palavras, a Igreja está predestinada para ser conforme a imagem do Filho de Deus.
Exatamente por se tratar da Igreja, Paulo escreveu: “. . . a fim de que seja primogênito entre muitos irmãos”. Jesus é o primogênito da Igreja (o termo primogênito significa: o mais alto dentro de uma hierarquia); por isso Jesus é o primogênito da Igreja.
- Quando Paulo estava preso, escreveu uma carta para a Igreja que estava em Éfeso. Veja o que está escrito em Ef 1:1 - “Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus, aos santos que vivem em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus”. Ele estava escrevendo uma carta para os santos de Éfeso. Paulo fez questão de enfatizar que essa carta era para os cristãos que haviam permanecido “fiéis”.
- Agora veja o que ele escreveu em Ef 1:4, 5 - “Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito da sua vontade”.
- Paulo era parte da Igreja, por isso usou o plural “. . . nos escolheu . . .”, porque ele era a Igreja, e estava escrevendo para a Igreja. Paulo diz ainda: “. . . assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo”. Quer dizer, a Igreja foi escolhida “. . . em Cristo . . .” antes da fundação do mundo. No versículo 5 Paulo diz: “. . . nos predestinou para ele . . .” Quem está predestinado para Cristo? A Igreja; Ele comprou a Igreja com o seu próprio sangue. A Bíblia diz que a Igreja é a noiva de Cristo, ou seja, ela está predestinada para o noivo.
- Observe ainda o que Paulo disse no versículo 4 - “. . . assim como nos escolheu nele”. O que isto quer dizer? Isto significa que a Igreja foi escolhida porque ela é o Corpo de Cristo e Cristo é o cabeça da Igreja. Na verdade, quem foi eleito, quem foi escolhido, foi Jesus. A Igreja, como Paulo disse, foi escolhida nEle. Veja o que está escrito em 1 Pe 2:4-6 - “Chegando-vos para Ele, a Pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo. Pois isso está na escritura: eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nele crer, não será de modo algum envergonhado”.
- Quem é a pedra que vive? A pedra rejeitada? É Jesus! Para Deus, pedra eleita e preciosa! Cristo é que foi eleito! Nós, o Corpo de Cristo, a Igreja do Senhor, somos também eleitos, mas eleitos em Cristo. E eu pergunto: Quem é a Igreja? A Igreja do Senhor são todos aqueles que crêem. Veja o que o apóstolo Paulo fala no final do versículo 6: “. . .eis que ponho em Sião uma pedra eleita e preciosa; e quem nele crer, não será de modo algum envergonhado”.
Então, quando a Bíblia fala de “predestinados”, está se referindo àqueles que foram lavados no sangue de Cristo; predestinados “em Cristo”, como Igreja do Senhor, desde antes da fundação do mundo. Qualquer pessoa pode, então, ser um “predestinado”. Basta crer e confessar a Cristo como Salvador. Por que razão Jesus precisou morrer? Não foi para nos salvar? Salvar a quem? Salvar aqueles que não estavam salvos! Se todos os que deveriam ser salvos já estivessem definidos, Jesus não precisaria morrer! Eles já estavam salvos pelo decreto de Deus! E se a salvação fosse unicamente uma conseqüência do decreto de Deus, por que então Deus não salvou a todos os homens? A Bíblia diz que Ele quer salvar a todos os homens (1 Tm 2:4). Por que é que Deus não salvou a todos? Porque a salvação é para “todos os que crêem”. Então predestinados, são todos aqueles que crêem. Eleitos, são todos aqueles que crêem; eleitos em Cristo, como Corpo de Cristo.
PARTE 3
- Vamos ler 1 Jo 3:10-12 - “Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus, também aquele que não ama a seu irmão. Porque a mensagem que ouvistes desde o princípio é esta, que nos amemos uns aos outros; não segundo Caim, que era do maligno e assassinou a seu irmão; e por que o assassinou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas”.
- A doutrina de João Calvino explica esse texto bíblico da seguinte forma: os “filhos de Deus” são os predestinados para a salvação, enquanto os “filhos do diabo” são destinados à perdição. Segundo os calvinistas, Caim teria nascido destinado à perdição e por isso matou seu irmão Abel. Dizem ainda que em Caim descendem todos os filhos da perdição: Faraó, Judas, Herodes, etc. Segundo essa teoria, existem hoje duas sementes no mundo: a semente do bem e a semente do mal (os predestinados para a salvação e os destinados à perdição).
- Vamos analisar conscientemente, porém, o texto de 1 Jo 3:10-12 destituídos de qualquer preconceito, pedindo ao Senhor que nos dê amplo discernimento da Sua Palavra.
- É óbvio que quando Deus olha para a Terra, vê dois tipos de pessoas: as que estão salvas e as que não estão. Todas as pessoas que crêem e confessam que Jesus Cristo é o Senhor, estão salvas. É exatamente o que diz a Palavra de Deus. Veja o que está escrito em At 2:21 - “E todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo”. Veja também o que diz o versículo central da Bíblia: Jo 3:16 - “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito para que TODO aquele QUE NELE CRÊ não pereça, mas tenha a vida eterna”. A Bíblia é clara, todo aquele que crê, será salvo. Em Jo 3:18 Jesus disse: “Quem nele crê não é julgado (está salvo); o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”.
Ao contrário do que ensinam os calvinistas, a salvação é simplesmente oferecida a qualquer um que creia. Veja ainda em Rm 10:9,10 - “Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa a respeito da salvação”. Então a salvação é para os que crêem, e qualquer um pode crer. Os calvinistas afirmam que só crêem aqueles que são atraídos pelo decreto de Deus, os chamados predestinados. Isto não pode ser verdade, pois a Palavra de Deus diz em Tt 2:11 que a graça de Deus se manifestou trazendo salvação a todos os homens.
A Bíblia ensina em 2 Pe 3:9 que a vontade de Deus é que TODOS venham a arrepender-se, deixando claro que todos podem se arrepender. Como é que Deus iria manifestar o desejo de que todos se arrependessem, se Ele mesmo não tivesse dado esse direito a todos? Se Ele quer que todos se arrependam, é claro que Ele deu esse direito a TODOS. Quando uma pessoa crê, aceita a Palavra de Deus, passa a fazer parte do Corpo de Cristo (Em At 2:41 está escrito:
“Então os que lhe aceitaram a Palavra foram batizados; havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas”). E aquele que crê, sendo Igreja do Senhor, está predestinado para a salvação, porque Deus predestinou a Igreja, eleita em Cristo para uma herança eterna.
Paulo disse em Ef 1:4 - “Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo”. Quem foi eleito? Quem foi escolhido? Cristo! 1 Pe 2:4 diz que Jesus é a pedra ELEITA e preciosa. Ele é que foi eleito; a Igreja foi escolhida EM CRISTO porque é o Corpo de Cristo.
- Voltando ao texto de 1 Jo 3:10,12 podemos afirmar conscientemente que os “filhos de Deus” são aqueles que crêem; aqueles que fazem parte do Corpo, aqueles que compõem a Igreja. Esses são chamados “filhos de Deus”!
- 1 Jo 3:10 explica de forma clara quem são os “filhos de Deus e quem são os “filhos do diabo”: “Todo aquele que não pratica justiça, não procede de Deus”; é “filho do diabo”. Quem é “filho de Deus”? Aquele que pratica justiça. Essa justiça significa “vida reta”, que é o resultado da salvação através de Cristo. Pela graça de Deus o cristão age retamente porque segundo Rm 3:22, ele foi feito justo. É como diz 1 Jo 1:7 - Aquele que anda na luz e mantém comunhão uns com os outros, o sangue de Jesus o purifica de todo o pecado; esse é “filho de Deus”.
- Agora vamos compreender conscientemente o que está escrito em 1 Jo 3:12 - “Não segundo Caim, que era do maligno e assassinou a seu irmão; e por que o assassinou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas”. A teoria de João Calvino utiliza este versículo bíblico para afirmar que Caim matou Abel porque ele era “filho do diabo”.
Segundo os calvinistas, Caim era uma semente má, destinada por Deus à perdição; Caim não teria sido criado para a salvação; ele não era um predestinado como o seu irmão Abel. Os calvinistas usam os dois irmãos para ensinar que cada um deles tinha um destino traçado de antemão pelo Senhor: um seria salvo e o outro não. A despeito do que pensam os calvinistas, como é que nós interpretamos esse versículo? Leia novamente o versículo 12: “Não segundo Caim, que era do malígno. . .” Por que ele era do maligno? O próprio versículo explica: “. . . porque as suas obras eram más”. E se as obras de Caim não fossem más? E se Caim tivesse tido uma outra atitude? É óbvio que aí ele não seria do maligno!
- Os calvinistas afirmam que Caim não tinha outra opção, porque ele já estava destinado à perdição. Eles dizem que o homem não tem livre escolha, mas isso não é verdade. Vamos verificar na própria Bíblia o que Deus disse para Caim ANTES QUE ELE MATASSE A SEU IRMÃO: Veja em Gn 4:6,7 - “Por que andas irado? e por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo”. Amados, a Bíblia não poderia ser mais clara!
Deus deu a Caim o direito de escolha: se ele procedesse bem, seria aceito; se procedesse mal, seria rejeitado. Deus ainda disse: “. . . o seu desejo será contra ti, mas cumpre a ti dominá-lo”. Quer dizer, a decisão era dele. Cabia ao próprio Caim dominar o seu desejo e ter uma atitude que não desonrasse a Deus. Está claro que Caim poderia ter sido salvo, se tivesse tido uma outra atitude. Note bem, Deus o advertiu antes que ele matasse a seu irmão. Mas qual foi a sua atitude? No versículo 8 a Bíblia diz que Caim matou a seu irmão Abel. E por causa dessa atitude dele, Deus disse no versículo 11: “És AGORA [antes não era], pois, maldito por sobre a Terra”.
Os calvinistas afirmam que ele matou o seu irmão porque não era de Deus. Dizem que o pecado aconteceu porque Caim já era maldito, mas na realidade Caim foi maldito porque pecou. Primeiro veio o pecado, depois a maldição; a maldição veio por causa do pecado, tal como aconteceu com Adão e Eva. Eles foram expulsos do Éden e sofreram maldições, exatamente por causa do pecado. Se ambos não tivessem caído, não teriam sido expulsos.
Mt 25:41 - “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”. O inferno não foi preparado para homem algum, senão para o diabo e seus anjos!
PARTE 4
Introdução: Sabemos que os calvinistas ensinam que a salvação é um “decreto” de Deus. Sendo um decreto, não depende do homem. Deus escolhe quem é salvo ou não. Segundo a doutrina de João Calvino, o homem não tem direito de escolha, quando nasce, já nasce predestinado para a salvação ou destinado à perdição. A doutrina arminiana, no entanto, ensina que predestinados, são aqueles que crêem, que aceitam a Palavra de Deus. Segundo os arminianos, o homem tem o direito de escolha (livre-arbítrio).
O LIVRE-ARBÍTRIO HUMANO É UM ENSINAMENTO BÍBLICO:
Toda a mensagem da Bíblia ensina que Jesus veio para salvar os pecadores, e dos pecadores se espera o arrependimento como resposta à chamada divina. Veja o que Pedro disse em At
2:38 - “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão dos vossos pecados e recebereis o dom do Espírito Santo”.
A Bíblia ensina que existe possibilidade de salvação para todas as pessoas:
- Rm 8:32 - “Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (O Filho de Deus foi entregue por todos nós).
- Rm 11:32 - “Porque Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos”.
- Tt 2:11 - “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora (trazendo salvação) a todos os homens”.
- Jo 12:32 - (Jesus disse: “E eu, quando for levantado da Terra (crucificação) atrairei (a quem?) todos a mim mesmo”. Os calvinistas ensinam que somente os predestinados são “atraídos” para cumprirem o decreto de Deus e serem salvos, mas Jesus disse que na crucificação atrairia não a alguns, mas a todos os seres humanos.
- 1 Jo 2:2 - “E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro”. João estava escrevendo para a Igreja do Senhor; mas fez questão de esclarecer: “Ele é a propiciação pelos nossos pecados, mas não é só pelos nossos (da Igreja), mas também pelos pecados do mundo inteiro”.
Se há possibilidade de salvação para todos os seres humanos, fica claro que todos os seres humanos podem vir a crer, desde que tenham vontade. Quem quiser crer, será salvo; porque a graça de Deus se manifestou trazendo salvação a todos os homens. Entretanto, quem não crer, está rejeitando a graça de Deus e perde a salvação. O ensinamento bíblico deixa claro que o homem tem direito de escolher o seu caminho, ou seja, Deus deu ao homem o livre-arbítrio.
Em Gênesis, o primeiro livro da Bíblia (capítulo 3), a possibilidade da tentação é uma demonstração de que o homem tinha o direito de escolher entre a obediência e a transgressão. E em Apocalipse, na última mensagem da Bíblia, mais uma vez a Palavra de Deus não deixa dúvidas: o homem tem o direito de escolher o seu caminho. Veja o que está escrito em Ap 22:17 - “Aquele que tem sede, venha, e quem quiser receba de graça a água da vida”.
Desde o primeiro livro da Bíblia, até o último, Deus dá liberdade de escolha para o homem. Os calvinistas afirmam que Caim era uma semente do mal, destinada de antemão à perdição e por isso matou seu irmão Abel. Mas observe o que Deus disse a Caim antes que ele matasse a seu irmão, ou seja, antes que as suas obras fossem más: Gn 4:6,7 - “Por que andas irado? e por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta”. Amados, aqui está claro que Caim tinha o direito de opção; Deus disse a ele: Olha, se procederes assim, serás aceito; se procederes assado, o pecado jaz à porta. Deus ainda foi mais claro; Ele disse: “O seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo”.
Caim poderia ter dominado os seus desejos maus! É pura questão de decisão! Veja bem, depois que ele matou o seu irmão, aí Deus disse (v. 11): “És AGORA, pois, maldito por sobre a Terra”. (antes ele não era maldito; a maldição veio porque Deus deu a ele o direito de decisão e ele, fazendo uso desse direito, acabou agindo mal diante de Deus. Ele escolheu fazer o mal). Você não encontra escrito literalmente na Bíblia a expressão “livre-arbítrio”, mas ele está presente em todo o ensinamento bíblico. São fatos que confirmam essa teoria!
A Bíblia ensina que o homem se afastou de Deus voluntariamente, ou seja, porque quis. Veja o que Paulo escreveu em Rm 1:18 - “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça”. Voluntariamente os homens detêm a Palavra, detêm a verdade de Deus, preferindo a injustiça. Isto acontece porque eles têm o livre-arbítrio; o direito dado por Deus de deterem a verdade, ou seja, recusarem a graça de Deus.
Todos têm o direito de se arrepender. Veja At 17:30 - “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens, que todos, em toda a parte, se arrependam”. Arrepender significa ter uma outra mente, ou seja, mudar de mente. Raciocine comigo: se Deus não desse o direito de todos se arrependerem, ou seja, o direito de escolha, por que todos seriam convocados ao arrependimento? Se Deus chama a todos, indistintamente, ao arrependimento, fica óbvio que ele dá o direito de todos se arrependerem!
A isto chamamos LIVRE-ARBÍTRIO. Há uma graça geral, dada na cruz, que confere a todos os homens a capacidade de buscarem a Deus, em fé, se assim quiserem fazê-lo. Deus se apresentou diante de todos os homens na cruz; Ele fez tudo quanto é necessário para que todos os homens possam crer, se assim quiserem fazê-lo. Isto é LIVRE-ARBÍTRIO.
PARTE 5
Muita confusão tem sido formada acerca desse assunto por causa do aparecimento das denominações que pregam a teoria de Calvino. Algumas pessoas chegaram a afastar-se da Igreja porque ficaram confusas e desorientadas. Outras abandonaram suas denominações e se aventuraram atrás de uma idéia aparentemente revolucionária; eu tenho ouvido alguns pastores que pregam o calvinismo dizendo-se privilegiados com uma nova revelação de Deus. Um deles chegou a dizer que Deus o tinha escolhido para encabeçar uma nova e última reforma protestante! Isso é um absurdo, uma vez que as doutrinas calvinistas já eram pregadas no 4º século por santo Agostinho.
Na verdade, não há nada de novo, a não ser o fato de que muitos líderes estão à procura de algo novo para aquecer a Igreja. O pior é que alguns deles sequer acreditam no que dizem; pregam o calvinismo como forma de contradizer a maioria das denominações evangélicas. Muitos querem ser diferentes, porque apresentando uma nova mensagem, diferente da grande maioria das Igrejas evangélicas, conseguem atrair a atenção de muitos crentes desatentos e imaturos. Pregam o calvinismo, não porque de fato crêem nele, mas porque querem os seu templos cheios.
Você pode observar, por exemplo, que alguns líderes têm surgido de uns tempos pra cá, pregando todos os dias as doutrinas calvinistas, como se fosse uma grande revelação que Deus deu a eles e somente a eles. Vivem dizendo que as outras denominações estão erradas; vivem dizendo que as outras igrejas estão sob a Lei. Qualquer pessoa mais esclarecida, vai perceber que essa é uma forma disfarçada de dizer para as pessoas: “Olhem, a igreja que vocês frequentam está errada. O pastor de vocês está errado. Eu tive uma grande revelação; venham para a graça de Deus; a graça de Deus está aqui, na minha igreja”!
É por esta razão que precisamos compreender conscientemente essas duas principais doutrinas da predestinação: a calvinista e a arminiana .
Hoje nós iremos analisar as palavras de Paulo em 1 Co 9:27 - “. . . mas esmurro o meu corpo, e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado. . . ” (algumas traduções dizem “reprovado”).
Os calvinistas dizem que o apóstolo Paulo não estava se referindo à salvação, e sim às suas recompensas, o coroamento celestial por ter completado a sua missão. Os arminianos, no entanto, explicam esse versículo afirmando que Paulo poderia perder a sua salvação, ou seja, ele poderia ser reprovado, caso tivesse uma vida diária negligente, cometendo pecados corporais e morais.
Amados, todo texto bíblico, a princípio, precisa ser analisado dentro do contexto. Vamos ver o que Paulo disse logo no capítulo 10, ou seja, no capítulo seguinte: ele diz que a incredulidade do povo de Israel no deserto, a idolatria e os pecados morais que os israelitas cometeram, acabaram atraindo o juízo de Deus. Paulo diz que a maioria dos israelitas ficaram reprovados e prostrados no deserto. Veja 1 Co 10:1-5. No versículo 6, entretanto, Paulo adverte que essas coisas serviram de exemplo para nós. Para nós quem? Para a Igreja do Senhor, afinal ele estava escrevendo para a Igreja de Corinto. Ele disse em 1 Co 10:14 - “Amados, fugi da idolatria”. Fica claro que Paulo tinha a preocupação de que a Igreja de Corinto agisse tal como os israelitas e, conseqüentemente fosse reprovada. Veja 1 Co 10:11 - “Essas coisas lhes sobrevieram como exemplos, e foram escritas para advertência nossa. . .”
Advertência de quem? Da Igreja do Senhor. Isto quer dizer que qualquer um que tenha se convertido, pode vir a cair na fé; pode vir a apostatar-se na fé. Veja 1 Co 10:12 - “Aquele, pois, que pensa estar em pé, cuide para que não caia”. Essas são palavras do próprio apóstolo Paulo. Isto nos confirma a idéia de que Paulo admitia a possibilidade da queda do cristão. No versículo 13 ele esclarece mais ainda: “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel, e não permitirá que sejais tentado além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar”.
Então vamos ler mais uma vez o versículo de 1 Co 9:27 - “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo ser reprovado (ou desqualificado)”.
Fica claro que Paulo temia a apostasia; ele disse claramente: “Aquele, pois, que pensa estar em pé, cuide para que não caia”. Ora, se precisamos ter cuidado para não cair, é claro que existe a possibilidade de cairmos. Ao contrário do que ensinam os calvinistas, o cristão consciente precisa crer, sim, que a salvação é dom de Deus; é obra da graça de Deus. Mas se caímos da fé, rejeitamos a graça salvadora de Deus, certamente somos reprovados. Prova adicional da possibilidade de perda da salvação encontramos em Gálatas 5:4: De Cristo vos desligastes vós que procurais justificar-vos na lei, da graça decaíste”.
Fica claro, então, que existe possibilidade de queda para o cristão. Aliás, a própria experiência nos ensina essa verdade: muitos autênticos cristãos acabam olhando para trás e caem da fé. Por isso Pedro escreveu:
“Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do
Senhor e Salvador Jesus Cristo, foram outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes
o último estado pior do que o primeiro. Porque melhor lhes fora não conhecerem o
caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviaram-se do santo mandamento que lhes
fora dado. Deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz:
O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao esponjadouro de lama”.
(2 Pe 2:20-22)
Adendo
Extraí o seguinte texto do livro Viver a graça de Deus, escrito pelo Bispo Walter Klaiber e pelo Dr. Manfred Marquardt, da Igreja Metodista da Alemanha.
1. Se somente a eleição e a rejeição de Deus decidem a salvação e a perdição do homem, então carece totalmente de sentido qualquer pregação evangelística e apelo à fé. De fato, uma parte dos ouvintes seria salva, de qualquer maneira, enquanto a outra parte, estaria de qualquer maneira perdida eternamente.
2. A doutrina da dupla predestinação corre o perigo de destruir entre os cristãos a seriedade na busca da santificação e do zelo pelas boas obras; pois, se a graça de Deus opera irresistivelmente, não há motivo para que os cristãos se comportem de forma que não tenham recebido a graça em vão. Esta doutrina destrói, além disso, o conforto da mensagem cristã de que cada homem, certificado pela fé, pode estar seguro de ser amado por Deus e redimido por Cristo.
3.A doutrina da perdição incondicional, que necessariamente resulta da eleição incondicional (que Wesley podia admitir), contradiz a imagem bíblica de Deus, e as afirmações claras da Escritura de que Deus quer que todos sejam salvos pela Graça. Não somente o princípio sola fide ( “somente pela fé”) se torna sem sentido; também o solo Christo perde o seu valor e poder, pois a morte na cruz deixa de ser o ato reconciliador universal de Deus em favor de todos os homens, tornando-se um meio limitado para a execução do decreto decisório de Deus em favor dos eleitos. É justamente a cruz de Cristo que atesta para Wesley a verdade fundamental: The Grace of God . . .  is free in all and free for all (A graça de Deus é livre em todos e livre para todos).
Para Wesley, verdadeira predestinação consiste no seguinte:
“1. Aquele que crê é salvo da culpa e do poder do pecado;
2. Aquele que persevera até o fim será salvo por toda a eternidade;
3. Aqueles que recebem o precioso dom da fé se tornam assim filhos de Deus; e já que são filhos de Deus, receberão o Espírito de santificação que os capacitará a andar como Cristo andou”.

sábado, 31 de outubro de 2009

Calendário Litúrgico Anual Judaico



Calendário Litúrgico Anual

As principais festas judaicas estão associadas ao ciclo da natureza. As comemorações ligadas às primícias, às colheitas transformaram-se em datas de aniversário de acontecimentos da história de Israel.

Dias um e dois de Tishri (Setembro) festejam a criação do Homem, o começo do ano. Também chamado Dia do Julgamento, Deus abre três livros: um para os justos, outro para os iníquos, e outro para os que se desviam desta categorização. Tocam oshoffar convidando os homens a lembrar-se do seu passado, a arrepender-se dos pecados, a penitenciar-se. Durante os festejos, consomem alimentos escolhidos pelo seu simbolismo: comem a cabeça de um animal para viverem o ano com a cabeça; o pão que habitualmente molha em sal, é mergulhada em mel, juntamente com um pedaço de maçã para que o ano novo seja doce. À tardinha, numa cerimónia chamada Tashlich (deitarás fora) deslocam-se a um local (rio, mar, ...) onde haja peixe e atiram-lhes migalhas de pão que representam os pecados.


É a celebração mais solene do calendário judaico. Comemora a dez de Setembro, marca o culminar dos dez dias de penitência iniciados em Rosh Hashaná. Os judeus adultos abstêm-se de comer durante vinte e quatro horas. consagram o tempo à oração , ao ascetismo, ao arrependimento. A liturgia começa com o Kol Nidré: rogam a Deus pelo incumprimento dos votos e promessas feitos durante o ano. Oram também pelos parentes falecidos, ouvem a leitura do Torá, do livro de Jonas. É o dia de reconciliação entre judeus. Devem perdoar-se os males e repará-los.

Oração de Shabat




Ligada à antiga festa das colheitas, celebra-se durante oito dias, entre quinze e vinte e dois de Tishri (Setembro/Outubro). Lembra-te o tempo em que o povo de Israel errou pelo deserto, depois da saída do Egipto. É costume cada família construir uma cabana com ramos e flores, simbolizando a condição nómada do povo hebreu.


É a festa de exaltação da Lei revelada por Deus ao povo escolhido.  É celebrada a quando da leitura da última das 54 secções da Torá. Na Sinagoga há manifestações de alegria; os rolos do livro da Lei são retirados do Arón (armário sagrado) e transportados pelos fiéis em procissão, dando sete voltas em torno do recinto sagrado. Cantam e dançam. Os personagens principais da festa são o hatán Torá (noivo da Lei) e o hatán bereshit (noivo do Génesis), ou seja, os homens da comunidade a quem compete ler a última secção do Deuteronómio e a primeira secção do Génesis. São os noivos, porque afinal a Torá, a Lei, é a esposa do povo de Israel.

Castical com vela. A vela entreladaça simboliza a união com Deus




Tem lugar em Kislev (Novembro/Dezembro) e dura oito dias. Festa das luzes comemora a vitória dos irmãos Macabeus em 165 a.C., sobre Antíoco Epifanes, o governador grego que havia proibido a prática do judaísmo e pretendia helenizar os judeus. Os Macabeus quiseram re-inaugurar o templo judaico  e reacender a menorá (candelabro de sete braços); porém, tinham um só recipiente de óleo kasher (puro). Milagrosamente o óleo que seria suficiente para vinte e quatro horas ardeu durante oito dias, o tempo necessário para o fabrico de óleo adequado. Desde então, em cada casa, vão-se acendendo oito luzes, uma a uma, em cada dia, nas hanukias, candelabros especiais que simbolizam milagre.

Hanukia - Candelabro




Comemora-se aos quinze dias de Shevat (Janeiro/Fevereiro). Festa menor é conhecida como o ano novo das árvores. Depois do Inverno a natureza começa a ressurgir. E os judeus comem frutas, adornam a mesa com flores, entoam cânticos em louvor do renascer da natureza.


Dia catorze de Adar (Fevereiro/Março) tem lugar a celebração de Purim. Lembram a história narrada no livro bíblico de Ester, jovem judia, que ocultou a sua identidade religiosa e encantou o rei persa Assuero. O tio, Mardoqueu, desencadeia a ira de Amã, conselheiro do rei, porque se recusa a prostrar-se à sua passagem.


Entre quinze e vinte e dois de Nissan (Março/Abril), os judeus comemoram a saída do Egipto, liderados por Moisés. Festa do cordeiro, dos ázimos, da Primavera é uma das festividades mais relevantes do judaísmo. É o tempo do reafirmar da consciência judaica. A casa é purificada; todos os utensílios usados para a alimentação são escaldados ou lavados em água corrente. Há famílias que possuem recipientes para usar exclusivamente durante esta festividade. Anualmente é lido o relato da saída do Egipto e o elemento mais novo deve perguntar ao chefe da família: Em que se distingue esta noite? A refeição ritual do Seder  permitirá a explicação. Na mesa  deverá haver lugar para o profeta Elias (cadeira e cálice), vêem-se três Masot(pães sem fermento) relembrando a partida precipitada dos judeus e simbolizando a busca do povo pela liberdade; Um osso de cordeiro representando o sacrifício no Templo; um ovo cozido, mergulhado em água salgada simbolizando o nascimento e a morte, a fugacidade da vida terrena, as lágrimas e os sofrimentos dos judeus; o Maror, ou ervas amargas lembrando a amargura que os antepassados sofreram no Egipto e que todos os escravizados sentem; Harroset, uma pasta feita de frutos secos, figos, tâmaras, canela e mel representando a argila com que os judeus efectuavam as obras do faraó. Ao lado, um recipiente com água salgada e vinagre, no qual se molham as ervas amargas e se recorda a travessia do mar Vermelho, na fuga para a terra prometida. No decorrer da cerimónia, bebem quatro copos de vinho especial e recitam a Hagadá, o relato da saída do Egipto. A Páscoa é, também, o período mais fortemente marcado pela luta de separação entre as fés judaica e cristã. É tempo de definição de linhagens de religiões que se dividiram a partir de uma crença essencial: para os cristãos o Messias é Jesus Cristo, que realizou a sua missão; os judeus continuam a sua espera messiânica pelo reino de Deus, de Paz e de Amor.

Pano Litúrgico utilizado para cobrir os alimentos

Copo de pedra conhecido por copo de Elias

Prato de Seder decorado com a estrela de David






Celebra-se a seis e sete do mês de Sivan (Maio/Junho), sete semanas depois da Páscoa. Festa de colheitas tem um sentido agrícola e comemora a entrega das Tábuas da Lei a Moisés no Monte Sinai. Festa de agradecimento pela benesse das colheitas, na Sinagoga é lido o livro de Rute cujo cenário é a faina agrícola. Entoam cânticos de louvor a Deus por haver outorgado a Lei a Israel.


É o dia mais triste da História Judaica. Data de luto por excelência, situa-se a nove do mês de Av (Julho/Agosto). Um jejum rigoroso lembra os acontecimentos infelizes que ocorreram, nesse dia, em várias épocas. Os hebreus fugidos do Egipto ouvem a proibição de entrar na Terra Prometida; o primeiro e o segundo Templos são destruídos ocasionando a Diáspora; a cidade de Béthar foi tomada pelos romanos em 135. Associaram, por isso, a esta data todas as desgraças que aconteceram ao povo judaico - Inquisição, Perseguições, Nazismo -, bem como a cada judeu. O livro de Lamentações de Jeremias, o livro de Job e os relatos sobre a destruição do Templo são as leituras do dia.


Cerimónias religiosas assinalam as idades da pessoa. Na verdade, "... as fases fisiológicas da vida humana e, acima de tudo as crises e a morte, constituem o núcleo de inúmeros ritos e crenças". É assim com o nascimento, a adolescência, o casamento e a morte.


É um dos preceitos fundamentais do judaísmo. É o mohel (circuncidador) que procede à remoção do prepúcio. Durante a cerimónia, a criança é colocada na cadeira de Elias, o profeta, cuja presença os crentes invocam. O pai, o padrinho (sandak) que segura a criança durante a operação, a mãe, familiares, participam nesta festa que inclui um banquete. Durante a cerimónia é atribuído um nome ao filho.  

Almofada de Circuncisão




Ao atingirem a maioridade religiosa, os treze anos, os jovens devem cumprir todos os preceitos, participar nas cerimónias e integrar o miniám (quórum de dez homens necessários à celebração religiosa). É altura de festa para familiares e amigos. Nesse dia o jovem é chamado para ler a Torá. A bath mishvá (filha do preceito), a cerimónia correspondente para as jovens, não é festejada nas comunidades ortodoxas. Porém aos doze anos a mulher é obrigada a cumprir os mandamentos que lhe estão destinados.


Celebra-se na Sinagoga. Debaixo da hupa (pálio nupcial), que quatro jovens solteiros seguram, colocam-se os noivos. O rabi benze um copo de vinho e dá a beber aos noivos: utilizam o mesmo copo como símbolo da partilha a que se comprometem. Depois o noivo coloca um anel de oiro na mão da noiva, garantia de que irão conviver seguindo a Lei de Moisés. Segue-se a leitura da Ketubá, contrato matrimonial, que especifica as obrigações dos noivos e o dote da noiva. As sete bênçãos são, então, recitadas e, no fim, o noivo parte um copo com o pé, recordando a dolorosa destruição do Templo de Jerusalém. Seguem-se cânticos e música em redor dos noivos até que a alegria e a felicidade transpareçam no rosto de ambos. A festa continua com uma boda oferecida aos convidados.

Ketubá - Contrato de casamento




As comunidades judaicas, quando morre uma pessoa, realizam um ciclo de complexas cerimónias, durante um ano. A purificação inicia-se com a lavagem do corpo e o do homem deve ser envolvido num tallit, xaile de oração,  ao qual se cortou um canto. A sepultura é unipessoal e contém, habitualmente, um pouco de terra de Sião. Feita a inumação do corpo é lida aoração fúnebre - Kadish. Os parentes próximos devem abster-se do consumo de carne e vinho durante sete dias; também não trabalham. Um sinal de luto é usado pelos parentes: um pedaço de pano preto rasgado em cima de uma peça de vestuário. A memória do defunto deve ser honrada com a distribuição de esmolas e orações. Nos trinta dias que se seguem ao falecimento, os familiares não participam em actos festivos. É ainda costume aquando da visita do túmulo, colocarem uma pedra na sepultura.


Tallit - Xaile de oração