sábado, 2 de janeiro de 2010

Lançarei Fora de ti!

Texto baseado em Exôdo 33.2:
"E enviarei um anjo adiante de ti, e lançarei fora os cananeus, e os amorreus, e os heteus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus,"
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Mas, quem eram estes?
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Cananeus: Esta designação é usada em sentido restrito, e também em sentido lato. implica ou a tribo que habitava uma particular porção da terra ao ocidente do Jordão antes da conquista, ou o povo que habitava, de uma maneira geral, todo o país de Canaã. Quanto à sua significação restrita: a região baixa da parte ocidental compreendia as planícies que ficam entre a praia do Mediterrâneo e a base dos montes de Benjamim, de Judá, e de Efraim, a planície de Filístia do sul, e de Sarom entre Jafa e o Carmelo, a grande planície de Esdrelom, junto à baía de Aca, a planície da Fenícia, contendo Tiro, Sidom, e todas as outras cidades daquela nação, e finalmente, o vale do Jordão, que se estendia desde o mar de Genesaré até ao sul do mar Morto, cerca de cento e noventa quilômetros de comprimento, por treze a vinte e dois quilômetros de largura. A tribo cananéia habitava a costa desde Sidom até Gaza, e dali até à extremidade sul do mar Morto (Gn 10.18,19). os carros, que constituíam uma parte importantíssima dos seus exércitos (Js 17.16 e Jz 1.19 e 4.3), em nenhuma parte podiam ser conduzidos a não ser nas planícies. Eram estes terrenos planos a parte mais rica do país. Na sua significação mais ampla, o termo ‘cananeus’ incluía todos os habitantes não israelitas da terra, antes da conquista.
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Amorreus: Habitantes das montanhas, serranos. os amorreus ocupavam um lugar importante entre os povos que possuíam a terra de Canaã antes de ser conquistada pelos israelitas. Parece que, primeiramente, fizeram parte da grande confederação dos descendentes de Canaã (Gn 10.16). Mas no espaço que decorreu entre a ida de Jacó para o Egito e o Êxodo eles tinham-se separado dos cananeus, estabelecendo-se fortemente em Jerusalém, Hebrom, e outros lugares importantes ao sul da Palestina - também atravessaram o Jordão, e fundaram os reinos, governados por Seom e ogue (*veja Am 2.9,10). Seom recusou aos israelitas passagem pelo seu território, e saiu a combatê-los - mas foi o seu exército derrotado inteiramente (Nm 21 - Dt 2). Mais tarde, encontramos os cinco chefes ou reis dos amorreus disputando a Josué o território ao ocidente do rio Jordão (Js 10). o povo amorreu mostrou sempre ser gente audaciosa, revelando caráter de guerreiros montanheses. Nada se sabe da sua história depois da conquista de Canaã pelos israelitas.
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Heteus: Eram os descendentes de Hete, filho de Canaã. Até há poucos anos pouco se sabia a respeito dos heteus. Alguns críticos, afirmando que os heteus não eram mais que uma pequena raça de pouca importância, falavam deste povo como querendo negar o caráter histórico de 2 Rs 7.6: ‘Eis que o rei de israel alugou contra nós os reis dos heteus e os reis dos egípcios, para virem contra nós.’ Mas as descobertas que se têm feito justificam amplamente a narrativa bíblica. Sabe-se já que os heteus constituíam um poder notável. Não muitos séculos antes do tempo do profeta Eliseu tinham disputado o império da Ásia ocidental aos egípcios - e, ainda que o seu poder havia declinado nos dias de Jorão, eram eles ainda formidáveis inimigos e úteis aliados, podendo comparar-se o seu domínio com o dividido reino do Egito, sendo o seu reino mais poderoso que o de Judá. Depois disto é que se não fala mais deste povo no A.T. Ele tinha chegado ao auge da grandeza, quando não estava ainda fundada a monarquia de israel, ou mesmo antes de terem os israelitas conquistado a terra de Canaã. os heteus, a cujos príncipes e cidades se referem os posteriores livros históricos do A.T., estavam estabelecidos ao norte, sendo Hamate e Cades nas margens do orontes os pontos mais meridionais. Mas o Gênesis fala de outros heteus (Gn 15.20). Abraão comprou a um heteu a cova de Macpela (Gn 23.10), e as duas mulheres de Esaú eram ambas daquele povo (Gn 26.34). Deve ser a estes heteus do sul que se refere a lista de Gn 10.15, e só assim se pode explicar a passagem de Ez 16.3,45, que ‘o pai’ de Jerusalém ‘era amorreu’, e a sua ‘mãe hetéia’. o profeta atribui a fundação de Jerusalém aos amorreus e aos heteus. Por conseqüência, os jebuseus, de cujas mãos a cidade foi arrancada por Davi, devem ter pertencido a uma ou a outra destas duas grandes raças, provavelmente a ambas, porque as duas nações estavam estreitamente entrelaçadas. os heteus eram um povo feio, de pele amarela, estando as suas feições mongólicas fielmente reproduzidas nos seus próprios monumentos e nos do Egito. os seus olhos eram escuros, e tinham o cabelo preto formado em rabichos. Eram pessoas acaçapadas e fortes, ao contrário dos amorreus, que eram altos e de boa presença, com olhos azuis e cabelo louro. A colônia dos heteus na Palestina limitava-se a um pequeno distrito, nas montanhas de Judá: a sua força nacional existia bem longe, ao norte. o povo dos amorreus era mais antigo, e foi entre uma parte deste que se estabeleceram os heteus, unindo-se com aqueles por casamentos recíprocos - mas não se sabe em que tempo foi isso Fora das narrações bíblicas, tudo o que se conhece deste misterioso império dos heteus é fruto das investigações feitas nos monumentos do Egito e da Assíria, e dos estudos das inscrições encontradas nas ruínas da Ásia Menor, o centro do seu poder setentrional. Sabemos pelas tabuinhas de Tel el Amarna que, estando o Egito enfraquecido, se apoderaram os heteus gradualmente dos seus postos avançados, até que, por fim, se acharam na fronteira setentrional da Palestina, sendo então o seu poder igual ao dos egípcios, que afinal foram obrigados a ceder aos heteus a Síria do norte. E assim, das suas primitivas habitações eles se foram estendendo, para o oriente, até ao rio Eufrates, em cujas margens estava Carquemis, a sua capital, e, para o ocidente, até ao mar Egeu, sendo a Capadócia o seu limite ao norte, e ao sul as tribos de Canaã. Pelo século 12 a.C. eram ainda os heteus suficientemente fortes, para conterem os avanços dos reis assírios. Mas a esse tempo já não era um só o seu imperante. Depois, por mais de 200 anos, são silenciosas as inscrições. E é neste período de tempo que se forma o reino esplendoroso de Davi e de Salomão, aparecendo depois da separação das dez tribos de israel o poder de Damasco. os heteus conservaram Carquemis, até que esta cidade foi conquistada por Sargom, imperador da Assíria, em 717 a.C. A principal divindade dos heteus era a Terra, ou a ‘Grande Mãe’, apresentando cada cidade ou Estado uma forma especial daquela deusa.
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Perizeus: hebraico - aldeões: Que ou quem é natural de aldeia ou nela reside habitualmente. Provavelmente politeístas. No sentido fig. eram Grosseiros, rústicos.
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Heveus: (descendentes dos cananeus, Gn 10.17) acham-se especialmente associados com os amorreus. Eles representam uma população mista de amorreus e cananeus, a qual vivia na vizinhança da grande fortaleza dos amorreus. (*veja Amorreus.) Segundo se lê em Josué (11.3), o povo heveu existia ao pé de Hermom: ‘habitavam nas montanhas do Líbano, desde o monte de Baal-Hermom, até à entrada de Hamate’ (Jz 3.3). Há mais referências a este povo, como vivendo mais ao sul, em Gibeom (Js 9.7), e em Siquém (Gn 34.2), tendo também o nome de amorreusem outras passagens (2 Sm 21.2 - Gn 48.22). Podem, portanto, ser considerados predominantemente amorreus de raça, e descendentes de Canaã (Gn 10.17). Eles habitavam Siquém quando Jacó voltava a Canaã, sendo governados pelo seu príncipe Hamor (Gn 34.2) - foram vítimas dos cruéis e vingativos filhos de Jacó. os gibeonitas eram também heveus (Js 11.19). Eles tomaram dos cananeus o costume de fazerem as suas reuniões às portas das cidades. Eram um povo pacífico quanto à sua disposição e maneiras.
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Jebuseus: Pertencentes a Jebus. São os descendentes de Jebus, filho de Canaã, os quais colonizaram o distrito, em volta de Jerusalém, que então se chamava Jebus (Gn 10.16 - 15.21). Não se sabe se foram eles os primitivos habitantes, ou se substituíram uma raça ainda mais antiga. A primeira referência aos jebuseus foi feita pelos espias, quarenta anos antes da entrada dos israelitas na Terra Santa (Nm 13.29). Constituíam eles uma forte e vigorosa tribo, sendo disto prova o fato de conservarem o seu poder na forte cidadela de Jebus até ao tempo de Davi (2 Sm 5.6). o seu rei Adoni-Zedeque foi morto na batalha de Bete-Horom (Js 10.1,5,26). A própria fortaleza de Jebus foi posta a saque e queimada pelos homens de Judá (Jz 1.21). Todavia, estes contínuos desastres não puderam pô-los fora do seu território, visto como os achamos numa época posterior, habitando ainda as terras de Judá e Benjamim (Js 15.8,63 - Ed 9.1). A submissão de Araúna, o rei jebuseu, a Davi, apresenta-nos um quadro característico da vida dos cananeus e também dos israelitas (2 Sm 24.23 - 1 Cr 21.15). Nada se sabe a respeito da religião dos jebuseus. Somente dois membros desta tribo são mencionados pelo seu nome, e são Adoni-Zedeque (Senhor de Justiça) e Araúna.
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Será que você edentifica-se com algum desses povos? Será que sua vida tem sido amaldiçoada por adultérios espirituais? Amizades, tempo, falta de amor? Se você identica-se com alguns desses povos Amaldiçoados por Deus prepare-se para uma grande mudança. Quem é escolhido nao pode correr, ou anda nos passos do mestre, ou anda em passos largos por caminhos tortos. Vamos procurar em 2010 ser diferentes, mas realmente diferentes, 'quanto mais as horas passam, mas o dia da vitória se aproxima', Jesus está voltando! A mínima coisa que devemos procurar é a santificação. Procure a santificação em Cristo, renuncie suas vontades, atitudes, rancores e mágoas e determine que a partir de hoje todos esse "povos" que faziam parte da sua vida está amaldiçoado por Deus, pois, agora a ti está entregue a Terra Prometida a Grande Canaã, Terra BOA, mana leite e mel, é produtiva e jamais haverá fome ou sede porque todos que habitam alí são escolhidos e escolheram está lá. Precisamos determinar a boa obra e deixa Ele terminar e realiza-la.
Deus vos abençoe!

M.C

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O andar


O livro de Efésios não apenas nos revela a Economia de Deus, o Seu plano eterno. Deus deu espírito de sabedoria e revelação para Paulo nos mostrar 5 tipos de andar: andar na Graça (Ef 4:1-3, Ef 2:1,5b-7), andar na Verdade (Ef 4:15,17), andar no Amor (Ef 5:2), andar na Luz (Ef 5:8) e andar no Espírito (Ef 5:18).



1. Andar na Graça: é receber algo de Cristo, que será capaz de nos levar a "fazer" o que Ele quer que seja feito. Andar na Graça, de maneira prática, é receber a Sua suficiência para servirmos a Ele (2Co 3:5,6; cfe. Jo 1:14,17);


2. Andar na Verdade: é ter comunhão com o Senhor através da leitura da Bíblia, é receber suprimento da Sua palavra. Dizer que cremos no Senhor, que amamos o Senhor, mas sem conhecê-Lo através da Bíblia, é além de "vaidade", mentira. Portanto, andar na verdade, de maneira prática, é ler a Bíblia (Jo 17:17);


3. Andar no Amor: é, sem dúvida, amar os irmãos. Amar a Deus que não vemos, é amar os irmãos que vemos. Quando o Senhor Jesus, em ressurreição, procurou por Pedro no mar de Tiberíades, disse a Pedro: "Tu me amas? Então apascenta..." Amar o Senhor é apascentar os santos. Logo, andar no amor é amar os irmãos de maneira prática - visitando, telefonando, se preocupando... (1 Jo 4:20);


4. Andar na Luz: é ter comunhão com os irmãos e com Deus. Quando estamos na luz, como Ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Tal comunhão nos ajuda a ter a realidade do Corpo, a sensação de que não estamos sozinhos, de que somos um. Ter comunhão é diferente de "comunicar" uma série de coisas que já decidimos fazer, mas é levar à consideração do Corpo se devemos ou não fazer. Andar na luz, portanto, é, em outras palavras, ter comunhão uns com os outros.(1Jo 1:6)


5. Andar no Espírito: é praticar as cinco ferramentas que nos ajudam a estar no espírito mesclado. Embora o apóstolo Paulo tenha mencionado um deles em Ef 5:19, é bom considerarmos que: invocar, orar-ler, falar-cantar, profetizar e ruminar, são as ferramentas práticas para permanecermos no espírito. Logo, andar no espírito é exercitarmos o espírito, invocando o nome do Senhor, orando-lendo a palavra, falando-cantando os hinos, profetizando e ruminando. (Jo 7:38).


O Espírito é maravilhoso, pois nos deu tal revelação objetiva, praticável e que é capaz de produzir uma reação positiva em nós. Ao desfrutar disto, todos nós sentimos a necessidade de andar... andar... andar... andar... e andar... praticando a graça, o amor, a verdade, a luz e o espírito (Mt 7:24).

M.C

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Levita


Muitas vezes, os ministros de louvor e músicos evangélicos são chamados de "levitas". Tal costume não é muito antigo, mas parece que já está se tornando tradição. No Novo Testamento não temos referência a ministros de louvor nem a instrumentistas na igreja. Jesus disse que o Pai procura adoradores (João 4:24). O ensino apostólico, por sua vez, incentiva todos os cristãos a prestarem culto ao Senhor, com salmos, hinos e cânticos espirituais (Ef 5:18-20; Col 3:16). 

De onde então vem o conceito de "levita"? Tomamos por empréstimo de Israel e do Velho Testamento. Originalmente, "levita" significa "descendente de Levi", que era um dos 12 filhos de Jacó. Os levitas começaram a se destacar entre as 12 tribos de Israel por ocasião do episódio do bezerro de ouro. Quando Moisés desceu do monte e viu o povo entregue à idolatria, encheu-se de ira e cobrou um posicionamento dos israelitas. Naquele momento, os descendentes de Levi se manifestaram para servirem somente ao Senhor (Êx 32:26). Daí em diante, os levitas se tornaram ministros de Deus. Dentre eles, alguns eram sacerdotes (família de Aarão) e os outros, seus auxiliares. Embora os sacerdotes fossem levitas, tornou-se habitual separar os dois grupos. Então, muitas das vezes em que se fala sobre os levitas no Velho Testamento, a referência se aplica aos ajudantes dos sacerdotes. Seu serviço era cuidar do tabernáculo e de seus utensílios, inclusive carregando tudo isso durante a viagem pelo deserto (Números capítulos 3, 4, 8, 18). 

Naquele tempo, os levitas não eram responsáveis pela música no tabernáculo. Afinal, não havia uma parte musical no culto estabelecido pela lei de Moisés, embora as orações e sacrifícios incluíssem o sentido de louvor, adoração e ações de graças. 

Muito tempo depois, Davi inseriu a música como parte integrante do culto. Afinal, ele era músico e compositor desde a sua juventude (I Sm 16:23). Então, atribuiu a alguns levitas a responsabilidade musical. Em I Crônicas (9:14-33; 23:1-32; 25:1-7), vemos diversas atribuições dos levitas. Havia então entre eles porteiros, guardas, padeiros e também cantores e instrumentistas (II Crônicas 5:13; 34:12). 

Considerando o paralelo existente entre Israel e a Igreja de Jesus Cristo, podemos até utilizar o nome "levita", embora não sejamos descendentes de Levi. Mas, se queremos assim considerar, então todos os que servem em qualquer ministério podem ser chamados "levitas". O levita é aquele que executa qualquer serviço ligado ao culto. O levita é simplesmente um servo e não alguém que esteja na igreja para ser alvo da glória humana. 

Aqueles levitas, designados por Davi para o louvor, eram liderados por Asafe, Hemã e Jedutum, e tinham a tarefa de PROFETIZAR com harpas, alaúdes e saltérios (I Crônicas 25:1). Nessa época, surgiu a maior parte dos salmos de Israel. Hoje, podemos testificar que aqueles levitas eram mesmo profetas. Por meio deles o Espírito Santo falava ao povo. Além disso, eram mestres no que realizavam (I Cro 25:7). E nós? O que somos? Se quisermos usar o nome de "levitas" precisamos nos dispor para o serviço e para caminhar em direção a um nível de qualidade excelente no ministério.


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Suquinho Gástrico






A IURD me impressiona cada dia mais. Não existem exegeses suficientes para detalhar o tamanho das suas heresias. Que Deus tenha misericórdia, tenho certeza que ainda dá tempo de um arrependimento. 

 Panfleto com o *Sangue do Cordeiro* dado a mim :( 
(Detalhe: O sangue que eles dizem ser do cordeiro é um maço de algodão com 'kisuk' de uva)
Vamos descarregar o sachê do 'Kisuk' de uva no estômago e nos livrar da gastrite divina

*SEM COMENTÁRIOS*

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A Predestinação

A VERDADE SOBRE A “PREDESTINAÇÃO”
PARTE 1
Existem duas teorias básicas acerca da predestinação: a Calvinista e a Arminiana. A teoria calvinista é assim chamada por causa de João Calvino; e a teoria Arminiana é assim denominada por causa de Armínio, que foi um dos discípulos de Calvino.
O que ensina a doutrina calvinista?
- A salvação é inteiramente de Deus; o homem nada tem a ver com a sua salvação. Deus dá a salvação pra quem Ele quer e está acabado.
- Segundo essa doutrina calvinista, quando uma pessoa se arrepende, é inteiramente pelo poder atrativo do Espírito Santo. Para os calvinistas, a predestinação é o “decreto” de Deus, através do qual Ele decidiu quem seria ou não salvo.
- Os pastores que seguem as teorias de João Calvino, ensinam que Cristo veio, não para morrer por todos, mas para aqueles que fazem parte da Sua Igreja. Estes serão salvos porque foram predestinados para a salvação.
- Os calvinistas afirmam: “Se fosse verdade que Jesus veio para morrer por todas as pessoas, estariamos diante de um Deus impotente, que foi capaz de fazer o sol, a lua, as estrelas, a Terra e os oceanos . . . mas que foi incapaz de salvar o homem”. Ele não salva a todos, porque Ele não veio para todos, mas só para os seus”. Há pessoas a quem Ele não amou porque não eram os seus!
Questionamento: Se Deus dá a salvação para quem Ele quer; se o homem nada tem a ver com a salvação, ou seja, se não depende do homem, por que Deus não salva a todos os homens? A Bíblia diz que Deus deseja que todos os homens se salvem—veja 1 Tm 2:4: “O qual deseja que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade”. Se a Bíblia diz que Deus quer que todos os homens sejam salvos, e se Deus é Onipotente, grande em poder (pode todas as coisas), por que não salva a todos os homens? Se a salvação é um “decreto” de Deus, por que Ele não decretou que todos fossem salvos, se a Bíblia diz que essa é a sua vontade? Fica subentendido, então, que se Deus não salva a todos, é porque nem todos crêem. Isto fortalece a teoria Arminiana. Os arminianos afirmam que a salvação é para todos os que crêem.
O que ensina a teoria Arminiana?
A vontade de Deus é que “todos” os homens sejam salvos, porque Cristo morreu por todos os homens.
1 Tm 2:4 - “O qual deseja que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade”.
Tt 2:11 - “Pois a graça de Deus se manifestou trazendo salvação a todos os homens”
At 2:21 - “E todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo”
Rm 5:18 - “Assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens, para condenação, assim também por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para justificação e vida”.
2 Pe 3:9 - “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a tem por tardia. Ele é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se”.
Jo 3:16 - “Porque Deus amou o mundo de tal maneira. . .”
Mt 25:41 - “Então o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: “apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”.
1 Jo 2:2 – “Ele é a propiciação pelos nosso pecados, e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro”.
Conclusão: A predestinação tem sido ensinada de acordo com essas duas teorias básicas: O Calvinismo e o Arminianismo. Essas teorias se opõem entre si. Isto acontece devido às formas distintas de se interpretar alguns textos da Bíblia Sagrada. Sabemos, no entanto, que a salvação é pela graça, é dom de Deus, conforme Ef 2:8. Mas cremos que o homem pode resistir a graça de Deus. Exatamente por isso, Deus não salva a todos os homens. Porque a salvação é para aqueles que crêem.
PARTE 2
Já falamos que existem duas teorias fundamentais: o Calvinismo e o Arminianismo. Vimos que essas teorias se opõem entre si; são interpretações distintas da Palavra de Deus, acerca da predestinação.
- Enquanto os Calvinistas ensinam que a predestinação é o decreto de Deus, através do qual Ele escolheu quem seria ou não salvo, os arminianos crêem que quando a Bíblia fala de predestinação, está se referindo à Igreja como um todo. Ou seja, todo aquele que crê, está predestinado à salvação.
- Rm 8:29 - “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes a imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”.
Vamos compreender melhor este versículo! Primeiramente precisamos esclarecer para quem Paulo estava dizendo essas palavras (veja Rm 1:7 - “A todos os amados de Deus que estais em Roma, chamados para serdes santos”).
- Quando Paulo utiliza essa expressão: “. . . aos que de antemão conheceu. . .”, obviamente está se referindo a um grupo de pessoas; note bem que a expressão está no plural. Paulo está dizendo que Deus, em sua presciência, “conheceu” de antemão que um grupo de pessoas aceitaria a Palavra, e por essa razão, foi predestinado para a salvação. Deus disse em Is 46:10
- “. . . eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam”. O versículo não sugere que Deus “determinou” quem seria ou não salvo, mas que a Igreja como um todo, seria transformada conforme a imagem do Seu Filho. Quem será a imagem do Filho de Deus? A Igreja, lavada no sangue do Cordeiro. Em outras palavras, a Igreja está predestinada para ser conforme a imagem do Filho de Deus.
Exatamente por se tratar da Igreja, Paulo escreveu: “. . . a fim de que seja primogênito entre muitos irmãos”. Jesus é o primogênito da Igreja (o termo primogênito significa: o mais alto dentro de uma hierarquia); por isso Jesus é o primogênito da Igreja.
- Quando Paulo estava preso, escreveu uma carta para a Igreja que estava em Éfeso. Veja o que está escrito em Ef 1:1 - “Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus, aos santos que vivem em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus”. Ele estava escrevendo uma carta para os santos de Éfeso. Paulo fez questão de enfatizar que essa carta era para os cristãos que haviam permanecido “fiéis”.
- Agora veja o que ele escreveu em Ef 1:4, 5 - “Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito da sua vontade”.
- Paulo era parte da Igreja, por isso usou o plural “. . . nos escolheu . . .”, porque ele era a Igreja, e estava escrevendo para a Igreja. Paulo diz ainda: “. . . assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo”. Quer dizer, a Igreja foi escolhida “. . . em Cristo . . .” antes da fundação do mundo. No versículo 5 Paulo diz: “. . . nos predestinou para ele . . .” Quem está predestinado para Cristo? A Igreja; Ele comprou a Igreja com o seu próprio sangue. A Bíblia diz que a Igreja é a noiva de Cristo, ou seja, ela está predestinada para o noivo.
- Observe ainda o que Paulo disse no versículo 4 - “. . . assim como nos escolheu nele”. O que isto quer dizer? Isto significa que a Igreja foi escolhida porque ela é o Corpo de Cristo e Cristo é o cabeça da Igreja. Na verdade, quem foi eleito, quem foi escolhido, foi Jesus. A Igreja, como Paulo disse, foi escolhida nEle. Veja o que está escrito em 1 Pe 2:4-6 - “Chegando-vos para Ele, a Pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo. Pois isso está na escritura: eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nele crer, não será de modo algum envergonhado”.
- Quem é a pedra que vive? A pedra rejeitada? É Jesus! Para Deus, pedra eleita e preciosa! Cristo é que foi eleito! Nós, o Corpo de Cristo, a Igreja do Senhor, somos também eleitos, mas eleitos em Cristo. E eu pergunto: Quem é a Igreja? A Igreja do Senhor são todos aqueles que crêem. Veja o que o apóstolo Paulo fala no final do versículo 6: “. . .eis que ponho em Sião uma pedra eleita e preciosa; e quem nele crer, não será de modo algum envergonhado”.
Então, quando a Bíblia fala de “predestinados”, está se referindo àqueles que foram lavados no sangue de Cristo; predestinados “em Cristo”, como Igreja do Senhor, desde antes da fundação do mundo. Qualquer pessoa pode, então, ser um “predestinado”. Basta crer e confessar a Cristo como Salvador. Por que razão Jesus precisou morrer? Não foi para nos salvar? Salvar a quem? Salvar aqueles que não estavam salvos! Se todos os que deveriam ser salvos já estivessem definidos, Jesus não precisaria morrer! Eles já estavam salvos pelo decreto de Deus! E se a salvação fosse unicamente uma conseqüência do decreto de Deus, por que então Deus não salvou a todos os homens? A Bíblia diz que Ele quer salvar a todos os homens (1 Tm 2:4). Por que é que Deus não salvou a todos? Porque a salvação é para “todos os que crêem”. Então predestinados, são todos aqueles que crêem. Eleitos, são todos aqueles que crêem; eleitos em Cristo, como Corpo de Cristo.
PARTE 3
- Vamos ler 1 Jo 3:10-12 - “Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus, também aquele que não ama a seu irmão. Porque a mensagem que ouvistes desde o princípio é esta, que nos amemos uns aos outros; não segundo Caim, que era do maligno e assassinou a seu irmão; e por que o assassinou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas”.
- A doutrina de João Calvino explica esse texto bíblico da seguinte forma: os “filhos de Deus” são os predestinados para a salvação, enquanto os “filhos do diabo” são destinados à perdição. Segundo os calvinistas, Caim teria nascido destinado à perdição e por isso matou seu irmão Abel. Dizem ainda que em Caim descendem todos os filhos da perdição: Faraó, Judas, Herodes, etc. Segundo essa teoria, existem hoje duas sementes no mundo: a semente do bem e a semente do mal (os predestinados para a salvação e os destinados à perdição).
- Vamos analisar conscientemente, porém, o texto de 1 Jo 3:10-12 destituídos de qualquer preconceito, pedindo ao Senhor que nos dê amplo discernimento da Sua Palavra.
- É óbvio que quando Deus olha para a Terra, vê dois tipos de pessoas: as que estão salvas e as que não estão. Todas as pessoas que crêem e confessam que Jesus Cristo é o Senhor, estão salvas. É exatamente o que diz a Palavra de Deus. Veja o que está escrito em At 2:21 - “E todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo”. Veja também o que diz o versículo central da Bíblia: Jo 3:16 - “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito para que TODO aquele QUE NELE CRÊ não pereça, mas tenha a vida eterna”. A Bíblia é clara, todo aquele que crê, será salvo. Em Jo 3:18 Jesus disse: “Quem nele crê não é julgado (está salvo); o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”.
Ao contrário do que ensinam os calvinistas, a salvação é simplesmente oferecida a qualquer um que creia. Veja ainda em Rm 10:9,10 - “Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa a respeito da salvação”. Então a salvação é para os que crêem, e qualquer um pode crer. Os calvinistas afirmam que só crêem aqueles que são atraídos pelo decreto de Deus, os chamados predestinados. Isto não pode ser verdade, pois a Palavra de Deus diz em Tt 2:11 que a graça de Deus se manifestou trazendo salvação a todos os homens.
A Bíblia ensina em 2 Pe 3:9 que a vontade de Deus é que TODOS venham a arrepender-se, deixando claro que todos podem se arrepender. Como é que Deus iria manifestar o desejo de que todos se arrependessem, se Ele mesmo não tivesse dado esse direito a todos? Se Ele quer que todos se arrependam, é claro que Ele deu esse direito a TODOS. Quando uma pessoa crê, aceita a Palavra de Deus, passa a fazer parte do Corpo de Cristo (Em At 2:41 está escrito:
“Então os que lhe aceitaram a Palavra foram batizados; havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas”). E aquele que crê, sendo Igreja do Senhor, está predestinado para a salvação, porque Deus predestinou a Igreja, eleita em Cristo para uma herança eterna.
Paulo disse em Ef 1:4 - “Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo”. Quem foi eleito? Quem foi escolhido? Cristo! 1 Pe 2:4 diz que Jesus é a pedra ELEITA e preciosa. Ele é que foi eleito; a Igreja foi escolhida EM CRISTO porque é o Corpo de Cristo.
- Voltando ao texto de 1 Jo 3:10,12 podemos afirmar conscientemente que os “filhos de Deus” são aqueles que crêem; aqueles que fazem parte do Corpo, aqueles que compõem a Igreja. Esses são chamados “filhos de Deus”!
- 1 Jo 3:10 explica de forma clara quem são os “filhos de Deus e quem são os “filhos do diabo”: “Todo aquele que não pratica justiça, não procede de Deus”; é “filho do diabo”. Quem é “filho de Deus”? Aquele que pratica justiça. Essa justiça significa “vida reta”, que é o resultado da salvação através de Cristo. Pela graça de Deus o cristão age retamente porque segundo Rm 3:22, ele foi feito justo. É como diz 1 Jo 1:7 - Aquele que anda na luz e mantém comunhão uns com os outros, o sangue de Jesus o purifica de todo o pecado; esse é “filho de Deus”.
- Agora vamos compreender conscientemente o que está escrito em 1 Jo 3:12 - “Não segundo Caim, que era do maligno e assassinou a seu irmão; e por que o assassinou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas”. A teoria de João Calvino utiliza este versículo bíblico para afirmar que Caim matou Abel porque ele era “filho do diabo”.
Segundo os calvinistas, Caim era uma semente má, destinada por Deus à perdição; Caim não teria sido criado para a salvação; ele não era um predestinado como o seu irmão Abel. Os calvinistas usam os dois irmãos para ensinar que cada um deles tinha um destino traçado de antemão pelo Senhor: um seria salvo e o outro não. A despeito do que pensam os calvinistas, como é que nós interpretamos esse versículo? Leia novamente o versículo 12: “Não segundo Caim, que era do malígno. . .” Por que ele era do maligno? O próprio versículo explica: “. . . porque as suas obras eram más”. E se as obras de Caim não fossem más? E se Caim tivesse tido uma outra atitude? É óbvio que aí ele não seria do maligno!
- Os calvinistas afirmam que Caim não tinha outra opção, porque ele já estava destinado à perdição. Eles dizem que o homem não tem livre escolha, mas isso não é verdade. Vamos verificar na própria Bíblia o que Deus disse para Caim ANTES QUE ELE MATASSE A SEU IRMÃO: Veja em Gn 4:6,7 - “Por que andas irado? e por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo”. Amados, a Bíblia não poderia ser mais clara!
Deus deu a Caim o direito de escolha: se ele procedesse bem, seria aceito; se procedesse mal, seria rejeitado. Deus ainda disse: “. . . o seu desejo será contra ti, mas cumpre a ti dominá-lo”. Quer dizer, a decisão era dele. Cabia ao próprio Caim dominar o seu desejo e ter uma atitude que não desonrasse a Deus. Está claro que Caim poderia ter sido salvo, se tivesse tido uma outra atitude. Note bem, Deus o advertiu antes que ele matasse a seu irmão. Mas qual foi a sua atitude? No versículo 8 a Bíblia diz que Caim matou a seu irmão Abel. E por causa dessa atitude dele, Deus disse no versículo 11: “És AGORA [antes não era], pois, maldito por sobre a Terra”.
Os calvinistas afirmam que ele matou o seu irmão porque não era de Deus. Dizem que o pecado aconteceu porque Caim já era maldito, mas na realidade Caim foi maldito porque pecou. Primeiro veio o pecado, depois a maldição; a maldição veio por causa do pecado, tal como aconteceu com Adão e Eva. Eles foram expulsos do Éden e sofreram maldições, exatamente por causa do pecado. Se ambos não tivessem caído, não teriam sido expulsos.
Mt 25:41 - “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”. O inferno não foi preparado para homem algum, senão para o diabo e seus anjos!
PARTE 4
Introdução: Sabemos que os calvinistas ensinam que a salvação é um “decreto” de Deus. Sendo um decreto, não depende do homem. Deus escolhe quem é salvo ou não. Segundo a doutrina de João Calvino, o homem não tem direito de escolha, quando nasce, já nasce predestinado para a salvação ou destinado à perdição. A doutrina arminiana, no entanto, ensina que predestinados, são aqueles que crêem, que aceitam a Palavra de Deus. Segundo os arminianos, o homem tem o direito de escolha (livre-arbítrio).
O LIVRE-ARBÍTRIO HUMANO É UM ENSINAMENTO BÍBLICO:
Toda a mensagem da Bíblia ensina que Jesus veio para salvar os pecadores, e dos pecadores se espera o arrependimento como resposta à chamada divina. Veja o que Pedro disse em At
2:38 - “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão dos vossos pecados e recebereis o dom do Espírito Santo”.
A Bíblia ensina que existe possibilidade de salvação para todas as pessoas:
- Rm 8:32 - “Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (O Filho de Deus foi entregue por todos nós).
- Rm 11:32 - “Porque Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos”.
- Tt 2:11 - “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora (trazendo salvação) a todos os homens”.
- Jo 12:32 - (Jesus disse: “E eu, quando for levantado da Terra (crucificação) atrairei (a quem?) todos a mim mesmo”. Os calvinistas ensinam que somente os predestinados são “atraídos” para cumprirem o decreto de Deus e serem salvos, mas Jesus disse que na crucificação atrairia não a alguns, mas a todos os seres humanos.
- 1 Jo 2:2 - “E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro”. João estava escrevendo para a Igreja do Senhor; mas fez questão de esclarecer: “Ele é a propiciação pelos nossos pecados, mas não é só pelos nossos (da Igreja), mas também pelos pecados do mundo inteiro”.
Se há possibilidade de salvação para todos os seres humanos, fica claro que todos os seres humanos podem vir a crer, desde que tenham vontade. Quem quiser crer, será salvo; porque a graça de Deus se manifestou trazendo salvação a todos os homens. Entretanto, quem não crer, está rejeitando a graça de Deus e perde a salvação. O ensinamento bíblico deixa claro que o homem tem direito de escolher o seu caminho, ou seja, Deus deu ao homem o livre-arbítrio.
Em Gênesis, o primeiro livro da Bíblia (capítulo 3), a possibilidade da tentação é uma demonstração de que o homem tinha o direito de escolher entre a obediência e a transgressão. E em Apocalipse, na última mensagem da Bíblia, mais uma vez a Palavra de Deus não deixa dúvidas: o homem tem o direito de escolher o seu caminho. Veja o que está escrito em Ap 22:17 - “Aquele que tem sede, venha, e quem quiser receba de graça a água da vida”.
Desde o primeiro livro da Bíblia, até o último, Deus dá liberdade de escolha para o homem. Os calvinistas afirmam que Caim era uma semente do mal, destinada de antemão à perdição e por isso matou seu irmão Abel. Mas observe o que Deus disse a Caim antes que ele matasse a seu irmão, ou seja, antes que as suas obras fossem más: Gn 4:6,7 - “Por que andas irado? e por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta”. Amados, aqui está claro que Caim tinha o direito de opção; Deus disse a ele: Olha, se procederes assim, serás aceito; se procederes assado, o pecado jaz à porta. Deus ainda foi mais claro; Ele disse: “O seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo”.
Caim poderia ter dominado os seus desejos maus! É pura questão de decisão! Veja bem, depois que ele matou o seu irmão, aí Deus disse (v. 11): “És AGORA, pois, maldito por sobre a Terra”. (antes ele não era maldito; a maldição veio porque Deus deu a ele o direito de decisão e ele, fazendo uso desse direito, acabou agindo mal diante de Deus. Ele escolheu fazer o mal). Você não encontra escrito literalmente na Bíblia a expressão “livre-arbítrio”, mas ele está presente em todo o ensinamento bíblico. São fatos que confirmam essa teoria!
A Bíblia ensina que o homem se afastou de Deus voluntariamente, ou seja, porque quis. Veja o que Paulo escreveu em Rm 1:18 - “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça”. Voluntariamente os homens detêm a Palavra, detêm a verdade de Deus, preferindo a injustiça. Isto acontece porque eles têm o livre-arbítrio; o direito dado por Deus de deterem a verdade, ou seja, recusarem a graça de Deus.
Todos têm o direito de se arrepender. Veja At 17:30 - “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens, que todos, em toda a parte, se arrependam”. Arrepender significa ter uma outra mente, ou seja, mudar de mente. Raciocine comigo: se Deus não desse o direito de todos se arrependerem, ou seja, o direito de escolha, por que todos seriam convocados ao arrependimento? Se Deus chama a todos, indistintamente, ao arrependimento, fica óbvio que ele dá o direito de todos se arrependerem!
A isto chamamos LIVRE-ARBÍTRIO. Há uma graça geral, dada na cruz, que confere a todos os homens a capacidade de buscarem a Deus, em fé, se assim quiserem fazê-lo. Deus se apresentou diante de todos os homens na cruz; Ele fez tudo quanto é necessário para que todos os homens possam crer, se assim quiserem fazê-lo. Isto é LIVRE-ARBÍTRIO.
PARTE 5
Muita confusão tem sido formada acerca desse assunto por causa do aparecimento das denominações que pregam a teoria de Calvino. Algumas pessoas chegaram a afastar-se da Igreja porque ficaram confusas e desorientadas. Outras abandonaram suas denominações e se aventuraram atrás de uma idéia aparentemente revolucionária; eu tenho ouvido alguns pastores que pregam o calvinismo dizendo-se privilegiados com uma nova revelação de Deus. Um deles chegou a dizer que Deus o tinha escolhido para encabeçar uma nova e última reforma protestante! Isso é um absurdo, uma vez que as doutrinas calvinistas já eram pregadas no 4º século por santo Agostinho.
Na verdade, não há nada de novo, a não ser o fato de que muitos líderes estão à procura de algo novo para aquecer a Igreja. O pior é que alguns deles sequer acreditam no que dizem; pregam o calvinismo como forma de contradizer a maioria das denominações evangélicas. Muitos querem ser diferentes, porque apresentando uma nova mensagem, diferente da grande maioria das Igrejas evangélicas, conseguem atrair a atenção de muitos crentes desatentos e imaturos. Pregam o calvinismo, não porque de fato crêem nele, mas porque querem os seu templos cheios.
Você pode observar, por exemplo, que alguns líderes têm surgido de uns tempos pra cá, pregando todos os dias as doutrinas calvinistas, como se fosse uma grande revelação que Deus deu a eles e somente a eles. Vivem dizendo que as outras denominações estão erradas; vivem dizendo que as outras igrejas estão sob a Lei. Qualquer pessoa mais esclarecida, vai perceber que essa é uma forma disfarçada de dizer para as pessoas: “Olhem, a igreja que vocês frequentam está errada. O pastor de vocês está errado. Eu tive uma grande revelação; venham para a graça de Deus; a graça de Deus está aqui, na minha igreja”!
É por esta razão que precisamos compreender conscientemente essas duas principais doutrinas da predestinação: a calvinista e a arminiana .
Hoje nós iremos analisar as palavras de Paulo em 1 Co 9:27 - “. . . mas esmurro o meu corpo, e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado. . . ” (algumas traduções dizem “reprovado”).
Os calvinistas dizem que o apóstolo Paulo não estava se referindo à salvação, e sim às suas recompensas, o coroamento celestial por ter completado a sua missão. Os arminianos, no entanto, explicam esse versículo afirmando que Paulo poderia perder a sua salvação, ou seja, ele poderia ser reprovado, caso tivesse uma vida diária negligente, cometendo pecados corporais e morais.
Amados, todo texto bíblico, a princípio, precisa ser analisado dentro do contexto. Vamos ver o que Paulo disse logo no capítulo 10, ou seja, no capítulo seguinte: ele diz que a incredulidade do povo de Israel no deserto, a idolatria e os pecados morais que os israelitas cometeram, acabaram atraindo o juízo de Deus. Paulo diz que a maioria dos israelitas ficaram reprovados e prostrados no deserto. Veja 1 Co 10:1-5. No versículo 6, entretanto, Paulo adverte que essas coisas serviram de exemplo para nós. Para nós quem? Para a Igreja do Senhor, afinal ele estava escrevendo para a Igreja de Corinto. Ele disse em 1 Co 10:14 - “Amados, fugi da idolatria”. Fica claro que Paulo tinha a preocupação de que a Igreja de Corinto agisse tal como os israelitas e, conseqüentemente fosse reprovada. Veja 1 Co 10:11 - “Essas coisas lhes sobrevieram como exemplos, e foram escritas para advertência nossa. . .”
Advertência de quem? Da Igreja do Senhor. Isto quer dizer que qualquer um que tenha se convertido, pode vir a cair na fé; pode vir a apostatar-se na fé. Veja 1 Co 10:12 - “Aquele, pois, que pensa estar em pé, cuide para que não caia”. Essas são palavras do próprio apóstolo Paulo. Isto nos confirma a idéia de que Paulo admitia a possibilidade da queda do cristão. No versículo 13 ele esclarece mais ainda: “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel, e não permitirá que sejais tentado além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar”.
Então vamos ler mais uma vez o versículo de 1 Co 9:27 - “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo ser reprovado (ou desqualificado)”.
Fica claro que Paulo temia a apostasia; ele disse claramente: “Aquele, pois, que pensa estar em pé, cuide para que não caia”. Ora, se precisamos ter cuidado para não cair, é claro que existe a possibilidade de cairmos. Ao contrário do que ensinam os calvinistas, o cristão consciente precisa crer, sim, que a salvação é dom de Deus; é obra da graça de Deus. Mas se caímos da fé, rejeitamos a graça salvadora de Deus, certamente somos reprovados. Prova adicional da possibilidade de perda da salvação encontramos em Gálatas 5:4: De Cristo vos desligastes vós que procurais justificar-vos na lei, da graça decaíste”.
Fica claro, então, que existe possibilidade de queda para o cristão. Aliás, a própria experiência nos ensina essa verdade: muitos autênticos cristãos acabam olhando para trás e caem da fé. Por isso Pedro escreveu:
“Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do
Senhor e Salvador Jesus Cristo, foram outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes
o último estado pior do que o primeiro. Porque melhor lhes fora não conhecerem o
caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviaram-se do santo mandamento que lhes
fora dado. Deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz:
O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao esponjadouro de lama”.
(2 Pe 2:20-22)
Adendo
Extraí o seguinte texto do livro Viver a graça de Deus, escrito pelo Bispo Walter Klaiber e pelo Dr. Manfred Marquardt, da Igreja Metodista da Alemanha.
1. Se somente a eleição e a rejeição de Deus decidem a salvação e a perdição do homem, então carece totalmente de sentido qualquer pregação evangelística e apelo à fé. De fato, uma parte dos ouvintes seria salva, de qualquer maneira, enquanto a outra parte, estaria de qualquer maneira perdida eternamente.
2. A doutrina da dupla predestinação corre o perigo de destruir entre os cristãos a seriedade na busca da santificação e do zelo pelas boas obras; pois, se a graça de Deus opera irresistivelmente, não há motivo para que os cristãos se comportem de forma que não tenham recebido a graça em vão. Esta doutrina destrói, além disso, o conforto da mensagem cristã de que cada homem, certificado pela fé, pode estar seguro de ser amado por Deus e redimido por Cristo.
3.A doutrina da perdição incondicional, que necessariamente resulta da eleição incondicional (que Wesley podia admitir), contradiz a imagem bíblica de Deus, e as afirmações claras da Escritura de que Deus quer que todos sejam salvos pela Graça. Não somente o princípio sola fide ( “somente pela fé”) se torna sem sentido; também o solo Christo perde o seu valor e poder, pois a morte na cruz deixa de ser o ato reconciliador universal de Deus em favor de todos os homens, tornando-se um meio limitado para a execução do decreto decisório de Deus em favor dos eleitos. É justamente a cruz de Cristo que atesta para Wesley a verdade fundamental: The Grace of God . . .  is free in all and free for all (A graça de Deus é livre em todos e livre para todos).
Para Wesley, verdadeira predestinação consiste no seguinte:
“1. Aquele que crê é salvo da culpa e do poder do pecado;
2. Aquele que persevera até o fim será salvo por toda a eternidade;
3. Aqueles que recebem o precioso dom da fé se tornam assim filhos de Deus; e já que são filhos de Deus, receberão o Espírito de santificação que os capacitará a andar como Cristo andou”.