terça-feira, 2 de março de 2010

Idéias do Canário



Um homem dado a estudos de ornitologia, por nome Macedo, referiu a alguns amigos um caso tão extraordinário que ninguém lhe deu crédito. Alguns chegam a supor que Macedo virou o juízo. Eis aqui o resumo da narração.

No princípio do mês passado, — disse ele, — indo por uma rua,sucedeu que um tílburi à disparada, quase me atirou ao chão. Escapei saltando para dentro de urna loja de belchior. Nem o estrépito do cavalo e do veículo, nem a minha entrada fez levantar o dono do negócio, que cochilava ao fundo, sentado numa cadeira de abrir. Era um frangalho de homem, barba cor de palha suja, a cabeça enfiada em um gorro esfarrapado, que provavelmente não achara comprador. Não se adivinhava nele nenhuma história, como podiam ter alguns dos objetos que vendia, nem se lhe sentia a tristeza austera e desenganada das vidas que foram vidas.

A loja era escura, atulhada das cousas velhas, tortas, rotas, enxovalhadas, enferrujadas que de ordinário se acham em tais casas, tudo naquela meia desordem própria do negócio. Essa mistura, posto que banal, era interessante. Panelas sem tampa, tampas sem panela, botões, sapatos, fechaduras, uma saia preta, chapéus de palha e de pêlo, caixilhos, binóculos, meias casacas, um florete, um cão empalhado, um par de chinelas, luvas, vasos sem nome, dragonas, uma bolsa de veludo, dois cabides, um bodoque, um termômetro, cadeiras, um retrato litografado pelo finado Sisson, um gamão, duas máscaras de arame para o carnaval que há de vir, tudo isso e o mais que não vi ou não me ficou de memória, enchia a loja nas imediações da porta, encostado, pendurado ou exposto em caixas de vidro, igualmente velhas. Lá para dentro, havia outras cousas mais e muitas, e do mesmo aspecto, dominando os objetos grandes, cômodas, cadeiras, camas, uns por cima dos outros, perdidos na escuridão.

Ia a sair, quando vi uma gaiola pendurada da porta. Tão velha como o resto, para ter o mesmo aspecto da desolação geral, faltava lhe estar vazia. Não estava vazia. Dentro pulava um canário.

A cor, a animação e a graça do passarinho davam àquele amontoado de destroços uma nota de vida e de mocidade. Era o último passageiro de algum naufrágio, que ali foi parar íntegro e alegre como dantes. Logo que olhei para ele, entrou a saltar mais abaixo e acima, de poleiro em poleiro, como se quisesse dizer que no meio daquele cemitério brincava um raio de sol. Não atribuo essa imagem ao canário, senão porque falo a gente retórica; em verdade, ele não pensou em cemitério nem sol, segundo me disse depois. Eu, de envolta com o prazer que me trouxe aquela vista, senti-me indignado do destino do pássaro, e murmurei baixinho palavras de azedume.

— Quem seria o dono execrável deste bichinho, que teve ânimo de se desfazer dele por alguns pares de níqueis? Ou que mão indiferente, não querendo guardar esse companheiro de dono defunto, o deu de graça a algum pequeno, que o vendeu para ir jogar uma quiniela?

E o canário, quedando-se em cima do poleiro, trilou isto:

— Quem quer que sejas tu, certamente não estás em teu juízo. Não tive dono execrável, nem fui dado a nenhum menino que me vendesse. São imaginações de pessoa doente; vai-te curar, amigo.

— Como — interrompi eu, sem ter tempo de ficar espantado. Então o teu dono não te vendeu a esta casa? Não foi a miséria ou a ociosidade que te trouxe a este cemitério, como um raio de sol?

— Não sei que seja sol nem cemitério. Se os canários que tens visto usam do primeiro desses nomes, tanto melhor, porque é bonito, mas estou vendo que confundes.

— Perdão, mas tu não vieste para aqui à toa, sem ninguém, salvo se o teu dono foi sempre aquele homem que ali está sentado.

— Que dono? Esse homem que aí está é meu criado, dá-me água e comida todos os dias, com tal regularidade que eu, se devesse pagar-lhe os serviços, não seria com pouco; mas os canários não pagam criados. Em verdade, se o mundo é propriedade dos canários, seria extravagante que eles pagassem o que está no mundo.

Pasmado das respostas, não sabia que mais admirar, se a linguagem, se as idéias. A linguagem, posto me entrasse pelo ouvido como de gente, saía do bicho em trilos engraçados. Olhei em volta de mim, para verificar se estava acordado; a rua era a mesma, a loja era a mesma loja escura, triste e úmida. O canário, movendo a um lado e outro, esperava que eu lhe falasse. Perguntei-lhe então se tinha saudades do espaço azul e infinito.

— Mas, caro homem, trilou o canário, que quer dizer espaço azul e infinito?

— Mas, perdão, que pensas deste mundo? Que cousa é o mundo?

O mundo, redargüiu o canário com certo ar de professor, o mundo é uma loja de belchior, com uma pequena gaiola de taquara, quadrilonga, pendente de um prego; o canário é senhor da gaiola que habita e da loja que o cerca. Fora daí, tudo é ilusão e mentira.

Nisto acordou o velho, e veio a mim arrastando os pés. Perguntou-me se queria comprar o canário. Indaguei se o adquirira, como o resto dos objetos que vendia, e soube que sim, que o comprara a um barbeiro, acompanhado de uma coleção de navalhas.

— As navalhas estão em muito bom uso, concluiu ele.

— Quero só o canário.

Paguei lhe o preço, mandei comprar uma gaiola vasta, circular, de madeira e arame, pintada de branco, e ordenei que a pusessem na varanda da minha casa, donde o passarinho podia ver o jardim, o repuxo e um pouco do céu azul.

Era meu intuito fazer um longo estudo do fenômeno, sem dizer nada a ninguém, até poder assombrar o século com a minha extraordinária descoberta. Comecei por alfabeto a língua do canário, por estudar-lhe a estrutura, as relações com a música, os sentimentos estéticos do bicho, as suas idéias e reminiscências. Feita essa análise filológica e psicológica, entrei propriamente na história dos canários, na origem deles, primeiros séculos, geologia e flora das ilhas Canárias, se ele tinha conhecimento da navegação, etc. Conversávamos longas horas, eu escrevendo as notas, ele esperando, saltando, trilando.

Não tendo mais família que dois criados, ordenava lhes que não me interrompessem, ainda por motivo de alguma carta ou telegrama urgente, ou visita de importância. Sabendo ambos das minhas ocupações científicas, acharam natural a ordem, e não suspeitaram que o canário e eu nos entendíamos.

Não é mister dizer que dormia pouco, acordava duas e três vezes por noite, passeava à toa, sentia me com febre. Afinal tornava ao trabalho, para reler, acrescentar, emendar. Retifiquei mais de uma observação, — ou por havê-la entendido mal, ou porque ele não a tivesse expresso claramente. A definição do mundo foi uma delas.

Três semanas depois da entrada do canário em minha casa, pedi-lhe que me repetisse a definição do mundo.

— O mundo, respondeu ele, é um jardim assaz largo com repuxo no meio, flores e arbustos, alguma grama, ar claro e um pouco de azul por cima; o canário, dono do mundo, habita uma gaiola vasta, branca e circular, donde mira o resto. Tudo o mais é ilusão e mentira.

Também a linguagem sofreu algumas retificações, e certas conclusões, que me tinham parecido simples, vi que eram temerárias.

Não podia ainda escrever a memória que havia de mandar ao Museu Nacional, ao Instituto Histórico e às universidades alemãs, não porque faltasse matéria, mas para acumular primeiro todas as observações e ratificá-las. Nos últimos dias, não saía de casa, não respondia a cartas, não quis saber de amigos nem parentes. Todo eu era canário. De manhã, um dos criados tinha a seu cargo limpar a gaiola e pôr lhe água e comida. O passarinho não lhe dizia nada, como se soubesse que a esse homem faltava qualquer preparo científico. Também o serviço era o mais sumário do mundo; o criado não era amador de pássaros.

Um sábado amanheci enfermo, a cabeça e a espinha doíam-me. O médico ordenou absoluto repouso; era excesso de estudo, não devia ler nem pensar, não devia saber sequer o que se passava na cidade e no mundo. Assim fiquei cinco dias; no sexto levantei-me, e só então soube que o canário, estando o criado a tratar dele, fugira da gaiola. O meu primeiro gesto foi para esganar o criado; a indignação sufocou-me, caí na cadeira, sem voz, tonto. O culpado defendeu-se, jurou que tivera cuidado, o passarinho é que fugira por astuto.

— Mas não o procuraram?

Procuramos, sim, senhor; a princípio trepou ao telhado, trepei também, ele fugiu, foi para uma árvore, depois escondeu-se não sei onde. Tenho indagado desde ontem, perguntei aos vizinhos, aos chacareiros, ninguém sabe nada.

Padeci muito; felizmente, a fadiga estava passada, e com algumas horas pude sair à varanda e ao jardim. Nem sombra de canário. Indaguei, corri, anunciei, e nada. Tinha já recolhido as notas para compor a memória, ainda que truncada e incompleta, quando me sucedeu visitar um amigo, que ocupa uma das mais belas e grandes chácaras dos arrabaldes. Passeávamos nela antes de jantar, quando ouvi trilar esta pergunta:

— Viva, Sr. Macedo, por onde tem andado que desapareceu?

Era o canário; estava no galho de uma árvore. Imaginem como fiquei, e o que lhe disse. O meu amigo cuidou que eu estivesse doido; mas que me importavam cuidados de amigos?

Falei ao canário com ternura, pedi-lhe que viesse continuar a conversação, naquele nosso mundo composto de um jardim e repuxo, varanda e gaiola branca e circular.

— Que jardim? que repuxo?

— O mundo, meu querido.

— Que mundo? Tu não perdes os maus costumes de professor. O mundo, concluiu solenemente, é um espaço infinito e azul, com o sol por cima.

Indignado, retorqui-lhe que, se eu lhe desse crédito, o mundo era tudo; até já fora uma loja de belchior.

— De belchior? trilou ele às bandeiras despregadas. Mas há mesmo lojas de belchior?
Machado de Assis
Texto extraído do livro “O Alienista e outros contos”, Editora Moderna – São Paulo, 1995, pág. 73.



"Tirem suas próprias conclusões"
Myllena Carneiro

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Liberalidade

Hoje o assunto é bastante polêmico para alguns, mas, esclarecedor para outros. 
A liberalidade tem acompanhado os cristãos 'reformados' de maneira absurda; tirei um tempinho para esclarecer  alguns assuntos e jogar na lata do lixo todo excesso vão. 
Primeiramente mostrar que sua cervejinha na porta dos bares foi desmascarada! E aquele motel nas quartas-feira também! Cuide-se, a Liberalidade mostrará quem tu és!
Mas afinal, o que é a Liberalidade? Essa palavra vem do Latim > Iberalitas< que significa doação liberal ou abertura de idéias, coisa que está muito difícil, mas tentaremos.
Essa palavra é usada basicamente no Novo testamento, no livro de I Coríntios em seu capítulo 16.3 e II Coríntios 8.2. Se acompanharmos essa palavra em II Co 8.2, entenderemos que:
Os macedônios, embora pobres e perseguidos, alegravam-se com a oportunidade de fazer o bem para seus irmãos mais empobrecidos na Judéia. A palavra generosidade na parte 'b' do verso, no grego (haplotes), significa 4 tipos de liberalidade: Simplicidade, Sinceridade, Generosidade e Beneficência.
A liberalidade exerce sua função não impedindo de nos aprofundarmos no conhecimento de Cristo, muito menos na nossa Salvação. 
Está agrupada nestas 4 qualidades, ou você é um liberal santo, ou é um burro mesmo, perdendo tempo nas suas aprendizagens chulas ou nas aprendizagens chulas do seu líder. Seja Bereiano, procure saber se o que tu ouves é realmente verdadeiro. Vai pra bíblia!
Não adianta dizermos que Deus nos concedeu a liberalidade se ela não está acompanhada com as nossas características. A liberalidade cristã precisa ser simples, sincera, generosa e beneficente.
A simplicidade é o segredo para ser verdadeiro, assim como a sinceridade é o segredo para ser generoso, honrar com a palavra de Cristo usando a beneficência.
Se você faz parte de um ministério que não se deve usar perfume, sinceramente, não use! Não desobedeça seu líder.. Mas, se dentro da palavra aprendestes outra coisa, pule fora dessa cerca, ou morrerás com a cabeça raspada!
O segredo dessa palavrinha está em II Co 8.5: Este é o segredo de todas as ofertas ou renúncias das coisas materias, ou prazeres carnais. Quando a pessoa dá a si mesmo para o Senhor, se dispõe a fazer todas as outras coisas que o evangelho ensina. Sabe aquele ditado: "Só aprende quando quebra a cara", pois é, não adianta querermos chegar ao topo sem antes morrermos para nós mesmos. 
Seria como um metal que soa, só faz barulho, só anima a platéia, mas está morto. O Segredo de nos doarmos para sermos usados por Deus é ter o prazer de sermos habitação do Espírito Santo. Quando O temos dentro de nós, somos capacitados a fazer o que o evangelho ensina. Mas o que o evangelho ensina? Ensina que todas as vezes que abundarmos na graça de dar, receberemos: Enriquecimento em tudo; Abundância na fé; Palavra, línguas, interpretação de línguas e profecias; Conhecimento; Toda a diligência; Amor; Graça. 
A liberalidade consiste em querer conhecer e prosseguir no conhecimento de Cristo, do Seu evangelho. Sendo Ele rico, se fez pobre para que pela Sua pobreza, enriquecêsseis. Dê o seu melhor, seja esforçado para conquistar o melhor de Deus nesta Terra. Quando abrimos mão do mundo, os céus se abrirá para nós.


Deus vos abençoe!

Myllena Carneiro

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Prosperidade Política


O PENSAMENTO ABAIXO FOI ESCRITO NO ANO DE 1931 !!! (Adrian Rogers)
 
(ESPERO QUE NO PRÓXIMO ANO, TENHAMOS A FELICIDADE DE FAZER COM QUE OPOVO ENTENDA ESTA LÓGICA 



"É  impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade.
 Por cada pessoa que  recebe  sem  trabalhar,  outra pessoa deve trabalhar sem receber.
 O governo não pode dar para alguém aquilo que tira  de  outro  alguém.
 Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá  sustentá-la,  e  quando  esta  outra  metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade,  então  chegamos  ao  começo  do  fim  de  uma  nação".
  
Adrian Rogers, 1931(Pastor conservador de direita)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Babilônia

Mudou-se então o semblante do rei, e os seus pensamentos os turbaram; as juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos batiam um no outro. (Dn 5.6) [Ref. Jó 4.12-21]
. Sua face se empalideceu
. Sua mente se agitou
. Seu espírito enfraqueceu
. O corpo todo tremia
. Dava gritos angustiados
. "Sábios Babilônicos"
Belsazar, em acadiano Bel-sarra-usur, era o filho primogénito do Rei Nabonido - o último rei do Império Neo-babilónico. Foi co-regente com seu pai na parte final do seu reinado. Quando Nabonido estava no Líbano convalescendo de uma doença, pouco antes de iniciar uma campanha no ocidente da Arábia, chamou Belsazar e "lhe confiou o reino", ou seja, a co-regência. Desde então Belsazar governou a partir da Babilónia como co-regente, enquanto o Rei Nabonido residia em Tema.
Visto que Belsazar tinha efetivamente o "reinado", o relato do profeta judeu Daniel não errou em chamar "rei" a Belsazar, contrariando o que alguns críticos então pensavam. Segundo o historiador Herodoto, foi Ciro II quem derrotou o Rei Nabonido. Por sua vez, o livro bíblico de Daniel afirma que Belsazar foi o último rei. A dúvida devia-se ao facto de que Nabonido sempre aparecia históricamente como o último Rei de Babilónia antes da conquista de Ciro II. Além disso, quando ficou sabendo do significado da visão naquela mesma noite, Belsazar ofereceu a Daniel como recompensa a posição de 3.º governante do reino. (Daniel 5:29). 

Foi "durante o 3.º ano de Belsazar" como co-regente, que o profeta Daniel foi chamado ao palácio real para decifrar a Escrita Misteriosa. (Daniel 8:1) Com base nisto, a duração do seu governo terá sido de cerca de 3 anos. Na madrugda de 5 de Outubro de539 a.C., a cidade de Babilónia foi ocupada sem batalha pelos exércitos de Ciro II e Belsazar executado na mesma noite. Dario, o Medo, chefe militar de Ciro é nomeado co-regente e reina em Babilónia. (Daniel 9:1).
Mas gostaria de frisar estas frases:
Face Pálida / Mente Agitada / Espírito Enfraquecido / Corpo Trêmulo / Gritos Angustiados
Face: 12 formas na Bíblia:
Ao rosto literal; a superfície da Terra; a presença física; ao buscar a face, no sentido de favor; ocultar a face no sentido de privar-se; pedir que Deus oculte sua face no sentido de privar-se; pedir que Deus oculte sua face, no sentido de ignorar; ao homem escondendo o rosto, no sentido de reverência. humildade; ao cobrir o rosto com gordura, sinal de prosperidade; ao homem cobrir o rosto de outro, sinal de ruína, como se ele já tivesse morto; ao desviar o rosto, sinal de rejeição; ao enrijecer a face, sentido de endurecer-se para não ser misericordioso; ao ter medo de um rosto, no sentido de ter medo da pessoa em si. 
Mente: é o estado da consciência ou subconsciência, relativo ao conjunto de pensamentos. 'Mente' é o termo mais comumente utilizado para descrever as funções superiores do cérebro humano, particularmente aquelas das quais os seres humanos são conscientes, tais como o pensamento, a razão, a memória, a intuição, a inteligênciae a emoção. O termo também descreve a personalidade. O termo costuma ser utilizado para designar capacidades humanas. O termo também é empregado para designar capacidades de seres sobrenaturais, como na expressão "A mente de Deus". 
De acordo com o dualismo, a mente é uma substância distinta do corpo. Entre os defensores do dualismo encontramos os filósofos René Descartes e John Locke. No dualismo, o conceito de mente pode ser aproximado ao conceitos de intelecto, de pensamento, de entendimento, de espírito e de alma do ser humano.
De acordo com o monismo, mente e corpo são uma e a mesma coisa. Há dois tipos de monismo, o monismo que reduz o corpo à mente e o monismo que reduz a mente ao corpo. O monismo que reduz o corpo à mente é conhecido como imaterialismo, e foi defendido por George Berkeley. O monismo que reduz a mente ao corpo é conhecido como materialismo, e foi e continua sendo defendido por diversos filósofos, psicólogos e cientistas cognitivos.
De acordo com o epifenomenalismo, há uma única coisa, o corpo, e a mente é algo que sobrevém ao corpo. O monismo anômalo do filósofo Donald Davidson é considerado um tipo de epifenomenalismo.
Espírito: Achou-se com o filho; batizar com; não pode ser blasfemado; igual em autoridade ao Pai e ao Filho no batismo nas águas; fala por meio dos homens; enche os homens; vem sobre os homens; pode descer na forma corpórea; os homens podem ser cheios do Espírito; ensina; é dado a todos os cristãos; foi enviado; pode ser recebido; deu mandamentos; é prometido; é um dom; pode-se mentir para ele; testifica; pode ser resistido; pode ser concedido mediante a imposição das mãos; dá consolo; dá unção e poder; pode descer sobre os homens; pde ser derramado; envia missionários; toma decisões; acompanha ministros; forma supervisores; dá paz e alegria; santifica; habita em homens; aprova os homens; tem comunhão com os homens; inspirou o evangelho; renova os homens; concede dons; os homens participam dele; torna-se conhecido por meio simbólico; pode mudar os homens; é um com o Pai e o Filho; ajuda na oração. 
Corpo: é o conjunto das várias partes que compõem um animal. Após a sua morte esse corpo é considerado um cadáver.
O corpo humano e o dos restantes mamíferos é geralmente dividido em cabeça, tronco e membros.
Nos insetos e outros artrópodes, o corpo é normalmente dividido em cabeça, tórax e abdómen.
Os termos equivalentes nas plantas são cormo para as plantas com órgãos diferenciados, ou talo para as restantes.
Gritos: Voz articulada ou inarticulada solta com esforço; clamor; brado.
A Babilônia teve um papel significativo na história da Mesopotâmia, foi provavelmente fundado em 1950a.C. O povo babilônico era muito avançado para a sua época, demonstrando grandes conhecimentos em arquitetura, agricultura, astronomia edireito. Iniciou sua era de império sob o amorita Hamurabi, por volta de 1730 a.C., e manteve-se assim por pouco mais de mil anos. Hamurabi foi o primeiro rei conhecido a codificar leis, utilizando no caso, a escrita cuneiforme, escrevendo suas leis em tábuas de barro cozido, o que preservou muitos destes textos até ao presente. Daí, descobriu-se que a cultura babilônica influenciou em muitos aspectos a cultura moderna, como a divisão do dia em 24 horas, da hora em 60 minutos e daí por diante.
De entre os seus soberanos, o mais famoso foi Hamurabi (1792 a 1750 a.C.). O mais antigo e completo código de leis que a história registra foi de realização sua. Hamurabi também nomeou governadores, unificou a língua, a religião e fundiu todos os mitos populares em um único livro: a Epopéia de Marduk - que era lido em todas as festas de seu reino. Também cercou sua capital, fortificando-a. Ele criou o Código de Hamurabi, cujas leis, em resumo, seguem um mesmo príncipio: Dente por dente, olho por olho. Veja algumas leis:


  • 218-Se um médico fizer uma larga incisão com uma faca de operações e matar o paciente, suas mãos deverão ser cortadas;
  • 219-Se um médico fizer uma larga incisão no escravo de um homem livre, e matá-lo, ele deverá substituir o escravo por outro;
  • 221-Se um médico fizer curar um osso quebrado melável do corpo humano, o paciente deverá pagar ao médico cinco shekels;
  • 229-Se um construtor construir uma casa para outrem, e não fizer a casa bem feita, e se a casa cair e matar seu dono, então o construtor será condenado à morte;
  • 230-Se morrer o filho do dono da casa, o filho do construtor deverá ser condenado à morte;
A expansão do Império se iniciou por volta de 1800 a.C., logo, o rei Hamurabi unificou toda a região que ia da Assíria (no norte), àCaldéia (no sul). A partir dessa unificação, surgiu o Primeiro Império Babilônico.
Sua queda Teve início com o declínio do império de Sargão I. Era a capital dos amoritas (semitas, vindos do deserto da Arábia), que até então, era uma pequena cidade do Eufrates. Graças ao enfraquecimento dos Acadianos e posteriormente dos Sumérios, a Babilônia cresceu e evoluiu, tornando-se então, um império e um cobiçado centro comercial.
O poder cai nas mãos dos cruéis assírios, que formavam um poderoso império que se iniciou em 1200 a.C., até 612 a.C. quando Nabopolasar (da Babilônia), aliado aos Medos (povo que vivia no planalto iraniano), atacou Nínive, capital do Império Assírio, retomando o poder para a Babilônia, e se iniciando assim o Segundo Império Babilônico (ou Caldeu), que se tornou a mais notável cidade do Oriente.
Os arameus, assírios e os caldeus lutaram durante séculos pelo controle da Babilônia. O Rei assírio Assurbanípal venceu a luta em 648 a.C., e foi sucedido por Nabucodonosor II.
O interessante é que a Babilônia quando afligida era empalidecida, tornava-se transparente; agitava-se mudando a percepção da mente; se já era enfraquecida tornava-se ainda mais por não terem um espírito excelente; o corpo babilônico estremecia por falta de segurança que ouviam-se gritos do seu interior por enxergarem na sua angústia a Morte!
Será que temos aparência babilônica?

"Cá nesta Babilónia


Cá nesta Babilónia, donde mana 
Matéria a quanto mal o mundo cria; 
Cá, onde o puro Amor não tem valia, 
Que a Mãe, que manda mais, tudo profana; 
Cá, onde o mal se afina, o bem se dana, 
E pode mais que a honra a tirania; 
Cá, onde a errada e cega Monarquia 
Cuida que um nome vão a Deus engana; 

Cá, neste labirinto, onde a Nobreza, 
O Valor e o Saber pedindo vão 
Às portas da Cobiça e da Vileza; 

Cá, neste escuro caos de confusão, 
Cumprindo o curso estou da natureza. 
Vê se me esquecerei de ti, Sião! 

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos""


Babilônia significa 'porta - de - Deus' que tornou-se então significado de 'confusão'. Babilônia é mais do que uma cidade, uma nação, representa um sistema mundial. Não faça parte dessa grande prostituta, antes, limpe-se, purifique-se pela Palavra de Deus!
Myllena Carneiro