quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Músicas Seculares



"A música é arte e glorifica a Deus não importando a procedência?" 


É pecado, para um cristão, ouvir músicas seculares? Um cristão que ainda não abandonou a música secular está perdido? O cristão só deve ouvir louvores?
Na verdade, não é possível responder à pergunta sobre o ouvir músicas seculares com um mero "sim, é pecado" ou "não, não é pecado"; a questão é um pouco mais complexa. Primeiro, podemos perguntar: O que é pecado? A primeira resposta que nos vem à mente é o texto de I João 3:4 - "Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei." (NVI)
Se olharmos apenas este texto bíblico, ficaremos com o conceito de que basta olharmos os 10 Mandamentos e, se os obedecermos, não estaremos pecando. Mas a versão Almeida Revisada traduz este verso da seguinte forma: "Todo aquele que vive habitualmente no pecado também vive na rebeldia, pois o pecado é rebeldia." Vemos aqui uma definição mais abrangente e mais subjetiva para a palavra "pecado". Na verdade, o próprio João, se seguirmos a leitura até o verso 10, explica melhor a questão do pecado: quem peca é quem faz as obras do diabo. Assim, para resumirmos, se compararmos este trecho com outras passagens bíblicas, veremos que pecado é tudo aquilo que nos afasta de Deus e da Sua vontade. Aí surge outra pergunta: A música pode realmente nos afastar de Deus? Se sim, que tipo de música pode me afastar de Deus e que tipo de música me aproxima dEle? Todos os meus estudos, como é possível constatar pelos artigos publicados no site (Música Sacra e Adoração) , do qual sou o editor, demonstram que sim, a música pode me afastar ou me aproximar de Deus. Portanto, algumas músicas seriam pecaminosas, enquanto outras não seriam.
Porém, para compreendermos plenamente o problema, temos que estabelecer algumas bases para esta discussão: Primeiro,  é muito importante enfatizar que estamos analisando o uso da música secular fora do ambiente da igreja, em momentos de entretenimento pessoal e não de adoração. É evidente que o que é secular não tem lugar no ambiente sagrado. A palavra de Deus é contundente quando diz: “Não profanareis o meu santo nome, e serei santificado no meio dos filhos de Israel. Eu sou o Senhor que vos santifico” (Levítico 22:32) Este texto, juntamente com o relato do episódio em que Nadabe e Abiú trouxeram fogo estranho perante o Senhor e foram consumidos (Levítico 10:1-2), deixa claro que nada que não tenha sido consagrado a Deus pode se usado na adoração a um Deus santo.
Outro ponto importante que precisamos esclarecer é que neste momento vamos nos ater à discussão da "música", sem considerar, agora, a letra. Isso porque a letra transmite sua mensagem de forma objetiva, ou seja a mensagem é clara. É possível analisar a poesia escrita, avaliando-a à luz dos ensinos teológicos da igreja e assim atestar a sua compatibilidade com aquilo que a igreja prega. Podem surgir, no máximo, dúvidas de interpretação de texto, mas, de forma geral, o conteúdo da letra é claro. Porém, com a música, tudo é diferente. Ela é um encadeamento de sons que ocorrem no tempo e que nos influenciam, criando estados mentais, levando nossa mente a fazer associações com situações ou momentos já vividos, alterando vários aspectos da nossa fisiologia e sugerindo idéias, sentimentos e sensações. Por esta razão, dizemos que a mensagem da música é subjetiva, ou seja, não é clara e pode inclusive ter significados ligeiramente variados de pessoa para pessoa. Evidentemente que esta variação de significados não é muito grande, pois se fosse assim, as trilhas sonoras de filmes não teriam o impacto que sabemos que elas têm, de maneira muito semelhante, sobre todas as pessoas, em qualquer cultura. 
É preciso notar que, ao deixarmos de analisar a letra, não estamos diminuindo a importância da letra na influência de uma canção sobre o ouvinte. Sabemos que, na música sacra, é a letra que deve ter a primazia, tal é a importância que ela tem. Estamos apenas afirmando que é muito fácil compreender a mensagem de uma letra e que, por este motivo, não nos deteremos aqui na discussão deste elemento de uma canção. O real problema acontece na análise da música em si, porque a maioria esmagadora dos cristãos não realizam esta análise, seja por carecerem das ferramentas necessárias, seja por não estarem dispostos a fazer esta análise. E não podemos dizer que esta análise deveria ser feita pelo diretor de música, pelo líder do louvor, pelo ancião, pelo pastor. Cada um de nós deve responder diante de Deus pelas suas próprias escolhas e decisões, dentro da luz que possuímos. Jogar a responsabilidade para outros não resolve o problema na minha vida espiritual.
Vemos então que, para respondermos corretamente a questão sobre a música secular, temos que tentar compreender a mensagem da música (independente da letra) e aí sim, vermos se esta mensagem (ou influência) nos afasta de Deus ou não. Uma das formas que algumas pessoas tentam usar para julgar a validade de algumas músicas é tentar julgar o compositor destas músicas. Desta forma, argumentam, por exemplo, que Beethoven era ateu, Mozart era um devasso, Tchaikovsky era homossexual e assim por diante. Segundo este argumento, não deveríamos usar qualquer música composta por estes mestres, uma vez que sua vida não era compatível com a vida de um cristão e, portanto a sua música estaria "contaminada" por seus hábitos não recomendáveis. A estas pessoas diríamos que não é o nosso papel rotular ou julgar as pessoas. A música, para ser questionada, deve ser julgada por si mesma, pelo que ela é, dentro do nosso contexto atual. Alguns diriam que não é possível uma fonte poluída fornecer água pura, mas a estes eu perguntaria como é que o puro lírio branco pode nascer na podridão de um pântano fétido. 
Para compreendermos melhor, podemos fazer uma analogia: quando ingerimos uma comida, não nos preocupamos se ela foi produzida por um evangélico ou por um ateu. O que nos importa é que benefício ou malefício aquele alimento vai nos trazer. Se só comemos apenas alimentos que não são saudáveis, que são ricos em gorduras, nosso corpo será fraco, gordo, sem vitaminas e com o sistema imune deficiente. Sofreremos de vários problemas de saúde e a nossa expectativa de vida, tanto em qualidade quanto em longevidade, será diminuída. Se, contudo, comemos alimentos saudáveis, naturais, em uma dieta equilibrada dos vários nutrientes, nosso corpo será saudável, forte e bem equilibrado. Temos que admitir, infelizmente, que esta análise normalmente não é feita, e as pessoas comem com base apenas no gosto. E por causa disso, vemos a população sofrendo de diversos males que seriam perfeitamente evitáveis. Com a música acontece exatamente da mesma forma. Se ouvimos músicas (sem se preocupar agora com a letra) que nos elevem, que sejam apropriadas para a nossa espiritualidade, que façam bem à nossa mente, a fonte de onde essas músicas vieram não é tão importante quanto o benefício ou malefício que elas poderão causar à nossa mente e à nossa espiritualidade. Assim como com os alimentos, o julgamento musical não é apenas uma questão de gosto, mas de efeitos.
Em virtude destas diferenças, vistas acima,  entre a mensagem subjetiva da música e a mensagem objetiva da letra, a argumentação de alguns de que o cristão só deve ouvir louvores e que, se um cristão age desta forma, está seguro de influencias mundanas, é, no mínimo, ingênuo e desinformado, podendo chegar a ser mal-intencionado. Afirmo isto porque, embora a letra possa ser teologicamente correta, a música pode não ser apropriada para transmitir este conteúdo teológico, já que, como vimos, a análise da música é bem mais complexa e exige um grau maior de discernimento, em virtude da sua subjetividade. Quando isto ocorre, o cristão que se expões a estas músicas pode, efetivamente, estar recebendo influências mundanas, mesmo que a letra seja teologicamente correta. A sutileza do engano satânico está em que quase todos ouvem essas músicas, crendo que isso os levará para mais perto de Deus. Mas a única coisa que estas músicas podem fazer é excitar as emoções (que muitos confundem com a operação do Espírito Santo) e superficializar e banalizar a experiência religiosa, tornando o culto um mero entretenimento. Seria um engano, ingênuo ou consciente, acharmos que toda e qualquer expressão de adoração que parte do homem é verdadeira. O homem possui um coração enganoso e uma mente limitada (Jeremias 17:9; Isaías 55:8-9). Essas duas coisas produzem um erro que não é percebido facilmente pelo homem, especialmente quando a maioria ao seu redor está envolvida neste mesmo erro (II Timóteo 3:1-5; II Timóteo 4:3-4).
Da mesma forma que muita coisa não adequada pode ser encontrada na música utilizada nos cultos, muita coisa de valor pode ser encontrada na música secular. Não é porque não é de origem cristã que, necessariamente, é pecado. Por exemplo, poderia ser pecado cantar as virtudes do amor sincero e verdadeiro? Seria pecado cantar as belezas da natureza, de um lugar lindo e inspirador, do qual a pessoa sente saudades? Verdadeiramente, eu não creio que isto seja pecado. O amor sincero e verdadeiro não é um dom divino? A natureza não é criação de Deus? Os sentimentos puros e sinceros não foram implantados no nosso coração pelo Criador? 
Não é certo nos encastelarmos numa torre de marfim, nos trancarmos em uma redoma de vidro, a fim de tentarmos fugir das influências maléficas do mundo. Se fizermos isto, estaremos deixando de ser o "sal da terra", pois, se por um lado, não recebemos influências maléficas, não estaremos exercendo o nosso papel de influenciar beneficamente o mundo. O que acontece se o sal perde o seu sabor? (Mateus 5:13)  Nosso exemplo maior, Cristo, não deixou de andar com publicanos, comer com pecadores, conversar com os rejeitados, impuros e excluídos da sociedade daquela época. Contudo, por outro lado, não podemos nos esquecer que o próprio Deus nos ordena a sermos santos e não nos contaminarmos com as coisas impuras do mundo, nem amarmos as coisas que o mundo oferece (Levítico 20:26; Mateus 6:24; Tito 2:12; Tiago 4:4; I Pedro 1:14-16; I João 2:15-17). Como resolver esta aparente contradição, este paradoxo? 
O discernimento espiritual deve ser buscado na própria fonte de toda a verdade, através da oração e do estudo da Palavra de Deus. A nossa própria vontade, o nosso próprio gosto não pode ser o parâmetro seguro pois, como já vimos, o coração do homem é enganoso. Voltando ao exemplo de Cristo, ele se misturava com pecadores sim, mas depois de passar noites inteiras em oração (Lucas 6:12). Ele, que era o Filho de Deus, não ousava entrar em contato com o pecado sem antes buscar forças para resistir a ele. Será que não estamos querendo, neste aspecto, ser mais poderosos do que o próprio Jesus? Não estaríamos nós, quando se trata de nossas escolhas musicais, nos permitindo um contato com influências malignas sem antes nos revestirmos de "toda a armadura de Deus" (Efésios 6:11-13)? Seria muita presunção de nossa parte tentarmos fazer isto, não é? Isto sim, seria um grande pecado... (Tiago 4:16).
Assim, é evidente que precisamos ter cuidado em selecionar as músicas que ouvimos (sejam seculares ou não), bem como as letras que essas músicas nos transmitem; precisamos discernir que efeito este conjunto (letra e música) terá sobre a nossa mente e a nossa vida espiritual. Mas, da mesma forma, quando questionados sobre assuntos espirituais, precisamos fugir da resposta simplista de que, sendo da igreja, é certo, não sendo da igreja, é pecado. Conforme espero ter demonstrado, existem mais coisas que precisam ser consideradas na questão da música secular ou sacra. Cada música precisa ser analisada por si mesma, por seus valores, seus efeitos, seus resultados. Esses resultados, precisamos nos lembrar, tem conseqüências eternas!
Concluindo, diríamos que todas as escolhas musicais do cristão não devem estar rotuladas, mas precisam estar de acordo com Filipenses 4:8 "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai."

Textos Citados:
Levítico 10:1-2 - "Ora, Nadabe, e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário e, pondo neles fogo e sobre ele deitando incenso, ofereceram fogo estranho perante o Senhor, o que ele não lhes ordenara. Então saiu fogo de diante do Senhor, e os devorou; e morreram perante o Senhor."
Jeremias 17:9 - "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer?" 
Isaías 55:8-9 - "Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque, assim como o céu é mais alto do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos." 
II Timóteo 3:1-5 - "Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos; pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta-te também desses."
II Timóteo 4:3-4 - "Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas."
Mateus 5:13 - "Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? Para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens."
Levítico 20:26 - "E sereis para mim santos; porque eu, o Senhor, sou santo, e vos separei dos povos, para serdes meus."
Mateus 6:24 - "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. (...)"
Tito 2:12 - "ensinando-nos, para que, renunciando à impiedade e às paixões mundanas, vivamos no presente mundo sóbria, e justa, e piamente" 
Tiago 4:4 - "Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus."
I Pedro 1:14-16 - "Como filhos obedientes, não vos conformeis às concupiscências que antes tínheis na vossa ignorância; mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento; porquanto está escrito: Sereis santos, porque eu sou santo."
I João 2:15-17 - "Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo. Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre."
Lucas 6:12 - "Naqueles dias retirou-se para o monte a fim de orar; e passou a noite toda em oração a Deus."
Efésios 6:11-13 - "Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes permanecer firmes contra as ciladas do Diabo; pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes. Portanto tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, permanecer firmes."
Tiago 4:16 - "Mas agora vos jactais das vossas presunções; toda jactância tal como esta é maligna."

Levi de Paula Tavares (Autor)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Ofício Pastoral


O ofício do pastor é um dom de Deus à igreja. Um bom pastor deve ser possuidor de dons espirituais. Além disso deverá ser apto a ensinar ( I Tm 3.2b) (desmascarando o que muitos pastores dizem não fazer parte de sua função, como Silas Malafaia, por exemplo). Nem todos os pastores são mestre e nem todos são dotados de facilidade de expressão. Mas um pastor deve ser possuidor de simpatia e compaixão, sendo capaz de misturar-se bem com as pessoas gostando da companhia dos seus semelhantes. Um monge, trancado em seus mosteiro, que gosta da solidão, meditando, rezando e lendo seus livros sagrados, sem importar quantas outras virtudes possa ter, jamais seria um bom pastor. Um, mestre mergulhado até o pescoço em seus livros, que manuseia idéias e gosta de estudar a aprender, pode ser um professor espetacular de EBD, mas provavelmente não está bem adaptado às tarefas próprias de um pastor.
Um pastor, sendo ocupante de um ofício eclesiástico respeitável, ainda assim, de acordo com certos grupos cristãos, ocupa posição inferior à de um bispo. 
Na bíblia, um pastor pode ser alguém que literalmente, cuida de ovelhas. A forma singular acha-se no Antigo Testamento somente em Jr 17.16. A forma plural aparece por dezesseis vezes, dentre os quais os trechos de Jer 2.8; 3.15; 10.21; 23.1,2 servem de exemplo. No hebraico a palavra correspondente é Raah, baseada na idéia de cuidar dos rebanhos,  dar pasto. já no novo testamento, o termo grego correspondente é poimen, um substantivo que figura somente em Ef 4.11, onde o pastor aparece como alguém que Deus deu à igreja como um dom. Jesus é o principal pastor, segundo se vê no décimo capítulo de João; e todos os demais pastores são subpastores. Uma palavra grega cognata é poimaine 'pastar' (Ver João 21.15), e outra forma verbal é poimanate, significa 'pastoreiai' 'dai o pasto' (I Pe 5.2). Esse pastorei espiritual deve incluir um ensino sério, além do trabalho de cuidar das ovelhas, em todos os sentidos. Jesus é chamado de 'O grande Pastor' em Hb 13.20. Pedro, por sua vez, chamou-o de Pastor e Bispo (supervisor) das vossas almas (I Pe 2.25). Assim os bons pastores são imitadores daquele, e da parte dele recebem sua inspiração e orientação. Ele é o bom pastor que deu sua vida pelas ovelhas (Jo 10.2, 11, 14, 16).
Passagens das epístolas pastorais (I e II Timóteo e Tito) nos dão listas das qualificações dos ministros, além de outros. Ver I Tm 3.1 e Tt 2.
Um pastor deve ser homem controlado, livre de vícios, não belicoso, sem excessos. Deve governar bem a sua casa; não pode ser um noviço; deve ter boa reputação, devidamente conquistada; deve ser avesso à maledicências e ao uso incorreto da língua; não deve andar atrás do dinheiro; não deve ser ganancioso; deve ser homem  que se santifica; deve ter uma boa esposa, que não lhe traga pertubações; deve ser forte na fé e mestre da mesma; deve ter ousadia no seu ensino; deve ser cheio de amor e paciência; deve ser perseverante, deve caracterizar-se por boas obras; na doutrina, deve ser incorrupto; deve ser homem sério; sua linguagem deve ser sadia; deve saber exortar; deve ser honesto; deve saber repelir toda forma de impiedade; deve ser alguém ansioso para ensinar e capaz de fazê-lo; e, finalmente, deve ser homem de reconhecida piedade. 
Unger, no artigo intitulado Pastor, divide as muitas qualificações de um pastor em três categorias:
a. O serviço de ministração ao culto divino, pondo em ordem a adoração da congregação, administrando as ordenanças, pregando a palavra de Deus. Nesse sentido o Pastor é um ministro.

b. Ele deve ser habilidoso aos cuidados pastorais, cuidando de alimentar espiritualmente o rebanho, mostrando-se vigilante, deixando-se envolver em boas obras de misericórida e compaixão.
c. Ele deve brandir a autoridade espiritual da igreja, sendo um dirigente que merece respeito e que impõe ordem e disciplina. Um pastor deve ter como um de seus alvos o aperfeiçoamento dos santos. (Ef 4.12), mostrando-se espiritualmente alerta (Hb 13.17; II Tm 4.5), sendo capaz de exortar, advertir, consolar e orientar com autoridade (I Ts 2.22; I Co 4.14,15). No quarto capítulo da epístola aos Efésios, o trabalho dos trabalhos suplementa o trabalho dos apóstolos, evangelistas e profetas.

M.C

sábado, 9 de janeiro de 2010

As doze pedras comemorativas



Josué 4.1-7

"Sucedou pois que acabando todo povo de passar os Jordão, falou o Senhor a Josué dizendo: Tomai do povo doze homens, de cada tribo um homem, e mandai-lhes, dizendo: Tomai daqui do meio do Jordão do lugar do assento dos pés dos sacerdotes doze pedras; e levai-as convosco à outra banda e depositai-as no alojamento em que haveis de passar esta noite.
Chamou pois Josué os doze homens que escolhera dos filhos de Israel, de cada tribo um homem, e disse-lhes: Passai diante da arca do Senhor vosso Deus ao meio do Jordão; e levante cada um uma pedra sobre seu ombro segundo o número das tribos dos filhos de Israel para que isto seja por sinal entre vós; e quando seus fllhos no futuro perguntarem dizendo: que vos significam estas pedras, então lhes direi que as águas do Jordão se separaram diante da arca do concerto do Senhor; passando ela pelo Jordão, separaram-se as águas do Jordão assim que essas pedras serão para sempre por memorial aos filhos de Israel. [..]"

A visão de um líder cristão é a visão de um Deus que nunca perdeu uma batalha, e que em meio a tantos laços, sempre nos mostra o caminho certo a seguir.
Josué: 'Jeová é a sua ajuda, ou Jeová, o Salvador.' Filho de Num da tribo de Efraim e sucessor de Moisés como líder de Israel.
Quando o Israel de Deus passaram e atravessaram o Jordão, ninguém ainda tinha visto uma presença tamanha do agir de Deus. Todos os que passaram pelo mar vermelho já tinha morrido, agora alí estavam seus filhos, ou até mesmo netos. Quando medito na travessia deste jordão lembro-me de uma palavra forte: Testemunho!
A fé dos filhos dos exilados não se acabara por causa do testemunho que seus pais deram e tenho certeza que aumentou ainda mais quando eles não passaram mais a ouvir a história da travessia do mar, mas também quando viram mais uma vez o milagre. Como dizia Jó, não conhecia de ouvir falar, mas agora O conhecia de vê-lo. 

Infelismente, nós humanos, temos uma grande fraqueza, de primeiro vermos para que venhamos acreditar ou nosso crédito ser ainda maior; mas João nos alerta que Cristo nos ensina: 'bem aventurado aqueles que não viram (ou não vêem) mas creram (ou crêem).' 
Após a abertura daquelas águas tenho certeza que o Israel ficou ainda mais preparado e convicto para vencer todas as batalhas. Todas as vezes que um mar se abre na sua vida meu amado, você fica mais forte! Sempre o cristão está pronto para batalhar, até porque o mar sempre se abre para nós.
Josué tinha visão de líder, tinha visão de Deus, pois, acima dele tinha um líder maior. Quantos líderes hoje temos dentro das nossas igrejas querendo estar acima do trono eterno, querendo assumir a responsabilidade de Deus. Josué seguia a voz do Senhor, Josué como líder O ouvia e era guiado por Ele.
Separou 12 homens, os mais valentes, para retirar do lugar onde os sacerdores pisavam, doze pedras. Vemos que Deus separou 12 homens pois significavam as doze tribos de Israel, e pediu 12 pedras do lugar onde os sacerdotes pisavam. Mas por que seria 12 pedras onde os sacerdotes pisavam?
Os sacerdotes levavam a arca, eles eram puros e santos, totalmente renunciados para outras atividades, se alguém impuro tocasse a arca morreria; com certeza onde os sacerdotes pisava alí estava puro. Será que hoje podemos ver os sacerdotes neste estado? Onde ele pisarem está santificado, está limpo, está mudado? Pelo contrário, nossa terra tem sido assolada e está quase que impossível levarmos essas 'pedras' como lembrança de vitória. As pedras de hoje tem-se mergulhado em lama. Não podemos nem vê-las mais.
Só quero mostrar a vocês que as doze pedras simbolizavam o poder de Deus. O jordão abriu-se perante o poder do Senhor manifesto na arca. Hoje essa arca simboliza nossos corações. Muitas vezes nao vemos poder e glória por não existir em nós a santificação.
Muitos sacerdotes hoje tem mostrado suas emoções para as igrejas e até conseguem convence-las durante as suas pregações, mas não possuem a vida para movimenta-las, ou seja, tirar a igreja de uma vida monótona e transformar radicalmente o conformismo, ao ponto delas se ergueram e não sobrecarregarem suas vidas cativas de pecado. Isto tem sido gerado e tem andado e pelo meio de nosso geração movendo-as. Estamos levantando essa geração somente com uma alma feita, mas o espírito está morto. O pior é que multiplica-se! Seus filhos, netos e bisnetos são levados nos mesmo caminho, pois, para onde vamos como cristãos, levamos pedras e deixamos para todos verem o milagre do Senhor em nós. As pedras que os sacerdotes de hoje tem deixado são pedras de tropeço, o triste será naquele dia o sangue de muitos serem cobrados para cada um que dizem viver uma batalha vencida, como Israel, mas não tem discernimento para entender o motivo de levar as '12' pedras.
Pai, mãe, tio, avô, se você tem 2,5,8 filhos, subrinhos ou netos, saibam levar suas 2,5 ou 8 pedras! Mostrem a seus parentes e até mesmo seus amigos que as pedras simbolizam a Glória de Deus! Mostrem o milagre de Deus em suas vidas! A salvação é indivual! Faça a sua parte e vençam as batalhas em nome de Jesus!
Para termos forças e sabermos levantar as pedras, precisamos passar por muitas batalhas, se não conseguirmos mostrar as pedras como exemplo aos que nos rodeiam, como nos mostraremos vencedores?
Construa seu castelo com as pedras que contam suas vitórias!









M.C





















sábado, 2 de janeiro de 2010

Lançarei Fora de ti!

Texto baseado em Exôdo 33.2:
"E enviarei um anjo adiante de ti, e lançarei fora os cananeus, e os amorreus, e os heteus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus,"
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Mas, quem eram estes?
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Cananeus: Esta designação é usada em sentido restrito, e também em sentido lato. implica ou a tribo que habitava uma particular porção da terra ao ocidente do Jordão antes da conquista, ou o povo que habitava, de uma maneira geral, todo o país de Canaã. Quanto à sua significação restrita: a região baixa da parte ocidental compreendia as planícies que ficam entre a praia do Mediterrâneo e a base dos montes de Benjamim, de Judá, e de Efraim, a planície de Filístia do sul, e de Sarom entre Jafa e o Carmelo, a grande planície de Esdrelom, junto à baía de Aca, a planície da Fenícia, contendo Tiro, Sidom, e todas as outras cidades daquela nação, e finalmente, o vale do Jordão, que se estendia desde o mar de Genesaré até ao sul do mar Morto, cerca de cento e noventa quilômetros de comprimento, por treze a vinte e dois quilômetros de largura. A tribo cananéia habitava a costa desde Sidom até Gaza, e dali até à extremidade sul do mar Morto (Gn 10.18,19). os carros, que constituíam uma parte importantíssima dos seus exércitos (Js 17.16 e Jz 1.19 e 4.3), em nenhuma parte podiam ser conduzidos a não ser nas planícies. Eram estes terrenos planos a parte mais rica do país. Na sua significação mais ampla, o termo ‘cananeus’ incluía todos os habitantes não israelitas da terra, antes da conquista.
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Amorreus: Habitantes das montanhas, serranos. os amorreus ocupavam um lugar importante entre os povos que possuíam a terra de Canaã antes de ser conquistada pelos israelitas. Parece que, primeiramente, fizeram parte da grande confederação dos descendentes de Canaã (Gn 10.16). Mas no espaço que decorreu entre a ida de Jacó para o Egito e o Êxodo eles tinham-se separado dos cananeus, estabelecendo-se fortemente em Jerusalém, Hebrom, e outros lugares importantes ao sul da Palestina - também atravessaram o Jordão, e fundaram os reinos, governados por Seom e ogue (*veja Am 2.9,10). Seom recusou aos israelitas passagem pelo seu território, e saiu a combatê-los - mas foi o seu exército derrotado inteiramente (Nm 21 - Dt 2). Mais tarde, encontramos os cinco chefes ou reis dos amorreus disputando a Josué o território ao ocidente do rio Jordão (Js 10). o povo amorreu mostrou sempre ser gente audaciosa, revelando caráter de guerreiros montanheses. Nada se sabe da sua história depois da conquista de Canaã pelos israelitas.
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Heteus: Eram os descendentes de Hete, filho de Canaã. Até há poucos anos pouco se sabia a respeito dos heteus. Alguns críticos, afirmando que os heteus não eram mais que uma pequena raça de pouca importância, falavam deste povo como querendo negar o caráter histórico de 2 Rs 7.6: ‘Eis que o rei de israel alugou contra nós os reis dos heteus e os reis dos egípcios, para virem contra nós.’ Mas as descobertas que se têm feito justificam amplamente a narrativa bíblica. Sabe-se já que os heteus constituíam um poder notável. Não muitos séculos antes do tempo do profeta Eliseu tinham disputado o império da Ásia ocidental aos egípcios - e, ainda que o seu poder havia declinado nos dias de Jorão, eram eles ainda formidáveis inimigos e úteis aliados, podendo comparar-se o seu domínio com o dividido reino do Egito, sendo o seu reino mais poderoso que o de Judá. Depois disto é que se não fala mais deste povo no A.T. Ele tinha chegado ao auge da grandeza, quando não estava ainda fundada a monarquia de israel, ou mesmo antes de terem os israelitas conquistado a terra de Canaã. os heteus, a cujos príncipes e cidades se referem os posteriores livros históricos do A.T., estavam estabelecidos ao norte, sendo Hamate e Cades nas margens do orontes os pontos mais meridionais. Mas o Gênesis fala de outros heteus (Gn 15.20). Abraão comprou a um heteu a cova de Macpela (Gn 23.10), e as duas mulheres de Esaú eram ambas daquele povo (Gn 26.34). Deve ser a estes heteus do sul que se refere a lista de Gn 10.15, e só assim se pode explicar a passagem de Ez 16.3,45, que ‘o pai’ de Jerusalém ‘era amorreu’, e a sua ‘mãe hetéia’. o profeta atribui a fundação de Jerusalém aos amorreus e aos heteus. Por conseqüência, os jebuseus, de cujas mãos a cidade foi arrancada por Davi, devem ter pertencido a uma ou a outra destas duas grandes raças, provavelmente a ambas, porque as duas nações estavam estreitamente entrelaçadas. os heteus eram um povo feio, de pele amarela, estando as suas feições mongólicas fielmente reproduzidas nos seus próprios monumentos e nos do Egito. os seus olhos eram escuros, e tinham o cabelo preto formado em rabichos. Eram pessoas acaçapadas e fortes, ao contrário dos amorreus, que eram altos e de boa presença, com olhos azuis e cabelo louro. A colônia dos heteus na Palestina limitava-se a um pequeno distrito, nas montanhas de Judá: a sua força nacional existia bem longe, ao norte. o povo dos amorreus era mais antigo, e foi entre uma parte deste que se estabeleceram os heteus, unindo-se com aqueles por casamentos recíprocos - mas não se sabe em que tempo foi isso Fora das narrações bíblicas, tudo o que se conhece deste misterioso império dos heteus é fruto das investigações feitas nos monumentos do Egito e da Assíria, e dos estudos das inscrições encontradas nas ruínas da Ásia Menor, o centro do seu poder setentrional. Sabemos pelas tabuinhas de Tel el Amarna que, estando o Egito enfraquecido, se apoderaram os heteus gradualmente dos seus postos avançados, até que, por fim, se acharam na fronteira setentrional da Palestina, sendo então o seu poder igual ao dos egípcios, que afinal foram obrigados a ceder aos heteus a Síria do norte. E assim, das suas primitivas habitações eles se foram estendendo, para o oriente, até ao rio Eufrates, em cujas margens estava Carquemis, a sua capital, e, para o ocidente, até ao mar Egeu, sendo a Capadócia o seu limite ao norte, e ao sul as tribos de Canaã. Pelo século 12 a.C. eram ainda os heteus suficientemente fortes, para conterem os avanços dos reis assírios. Mas a esse tempo já não era um só o seu imperante. Depois, por mais de 200 anos, são silenciosas as inscrições. E é neste período de tempo que se forma o reino esplendoroso de Davi e de Salomão, aparecendo depois da separação das dez tribos de israel o poder de Damasco. os heteus conservaram Carquemis, até que esta cidade foi conquistada por Sargom, imperador da Assíria, em 717 a.C. A principal divindade dos heteus era a Terra, ou a ‘Grande Mãe’, apresentando cada cidade ou Estado uma forma especial daquela deusa.
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Perizeus: hebraico - aldeões: Que ou quem é natural de aldeia ou nela reside habitualmente. Provavelmente politeístas. No sentido fig. eram Grosseiros, rústicos.
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Heveus: (descendentes dos cananeus, Gn 10.17) acham-se especialmente associados com os amorreus. Eles representam uma população mista de amorreus e cananeus, a qual vivia na vizinhança da grande fortaleza dos amorreus. (*veja Amorreus.) Segundo se lê em Josué (11.3), o povo heveu existia ao pé de Hermom: ‘habitavam nas montanhas do Líbano, desde o monte de Baal-Hermom, até à entrada de Hamate’ (Jz 3.3). Há mais referências a este povo, como vivendo mais ao sul, em Gibeom (Js 9.7), e em Siquém (Gn 34.2), tendo também o nome de amorreusem outras passagens (2 Sm 21.2 - Gn 48.22). Podem, portanto, ser considerados predominantemente amorreus de raça, e descendentes de Canaã (Gn 10.17). Eles habitavam Siquém quando Jacó voltava a Canaã, sendo governados pelo seu príncipe Hamor (Gn 34.2) - foram vítimas dos cruéis e vingativos filhos de Jacó. os gibeonitas eram também heveus (Js 11.19). Eles tomaram dos cananeus o costume de fazerem as suas reuniões às portas das cidades. Eram um povo pacífico quanto à sua disposição e maneiras.
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Jebuseus: Pertencentes a Jebus. São os descendentes de Jebus, filho de Canaã, os quais colonizaram o distrito, em volta de Jerusalém, que então se chamava Jebus (Gn 10.16 - 15.21). Não se sabe se foram eles os primitivos habitantes, ou se substituíram uma raça ainda mais antiga. A primeira referência aos jebuseus foi feita pelos espias, quarenta anos antes da entrada dos israelitas na Terra Santa (Nm 13.29). Constituíam eles uma forte e vigorosa tribo, sendo disto prova o fato de conservarem o seu poder na forte cidadela de Jebus até ao tempo de Davi (2 Sm 5.6). o seu rei Adoni-Zedeque foi morto na batalha de Bete-Horom (Js 10.1,5,26). A própria fortaleza de Jebus foi posta a saque e queimada pelos homens de Judá (Jz 1.21). Todavia, estes contínuos desastres não puderam pô-los fora do seu território, visto como os achamos numa época posterior, habitando ainda as terras de Judá e Benjamim (Js 15.8,63 - Ed 9.1). A submissão de Araúna, o rei jebuseu, a Davi, apresenta-nos um quadro característico da vida dos cananeus e também dos israelitas (2 Sm 24.23 - 1 Cr 21.15). Nada se sabe a respeito da religião dos jebuseus. Somente dois membros desta tribo são mencionados pelo seu nome, e são Adoni-Zedeque (Senhor de Justiça) e Araúna.
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Será que você edentifica-se com algum desses povos? Será que sua vida tem sido amaldiçoada por adultérios espirituais? Amizades, tempo, falta de amor? Se você identica-se com alguns desses povos Amaldiçoados por Deus prepare-se para uma grande mudança. Quem é escolhido nao pode correr, ou anda nos passos do mestre, ou anda em passos largos por caminhos tortos. Vamos procurar em 2010 ser diferentes, mas realmente diferentes, 'quanto mais as horas passam, mas o dia da vitória se aproxima', Jesus está voltando! A mínima coisa que devemos procurar é a santificação. Procure a santificação em Cristo, renuncie suas vontades, atitudes, rancores e mágoas e determine que a partir de hoje todos esse "povos" que faziam parte da sua vida está amaldiçoado por Deus, pois, agora a ti está entregue a Terra Prometida a Grande Canaã, Terra BOA, mana leite e mel, é produtiva e jamais haverá fome ou sede porque todos que habitam alí são escolhidos e escolheram está lá. Precisamos determinar a boa obra e deixa Ele terminar e realiza-la.
Deus vos abençoe!

M.C

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O andar


O livro de Efésios não apenas nos revela a Economia de Deus, o Seu plano eterno. Deus deu espírito de sabedoria e revelação para Paulo nos mostrar 5 tipos de andar: andar na Graça (Ef 4:1-3, Ef 2:1,5b-7), andar na Verdade (Ef 4:15,17), andar no Amor (Ef 5:2), andar na Luz (Ef 5:8) e andar no Espírito (Ef 5:18).



1. Andar na Graça: é receber algo de Cristo, que será capaz de nos levar a "fazer" o que Ele quer que seja feito. Andar na Graça, de maneira prática, é receber a Sua suficiência para servirmos a Ele (2Co 3:5,6; cfe. Jo 1:14,17);


2. Andar na Verdade: é ter comunhão com o Senhor através da leitura da Bíblia, é receber suprimento da Sua palavra. Dizer que cremos no Senhor, que amamos o Senhor, mas sem conhecê-Lo através da Bíblia, é além de "vaidade", mentira. Portanto, andar na verdade, de maneira prática, é ler a Bíblia (Jo 17:17);


3. Andar no Amor: é, sem dúvida, amar os irmãos. Amar a Deus que não vemos, é amar os irmãos que vemos. Quando o Senhor Jesus, em ressurreição, procurou por Pedro no mar de Tiberíades, disse a Pedro: "Tu me amas? Então apascenta..." Amar o Senhor é apascentar os santos. Logo, andar no amor é amar os irmãos de maneira prática - visitando, telefonando, se preocupando... (1 Jo 4:20);


4. Andar na Luz: é ter comunhão com os irmãos e com Deus. Quando estamos na luz, como Ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Tal comunhão nos ajuda a ter a realidade do Corpo, a sensação de que não estamos sozinhos, de que somos um. Ter comunhão é diferente de "comunicar" uma série de coisas que já decidimos fazer, mas é levar à consideração do Corpo se devemos ou não fazer. Andar na luz, portanto, é, em outras palavras, ter comunhão uns com os outros.(1Jo 1:6)


5. Andar no Espírito: é praticar as cinco ferramentas que nos ajudam a estar no espírito mesclado. Embora o apóstolo Paulo tenha mencionado um deles em Ef 5:19, é bom considerarmos que: invocar, orar-ler, falar-cantar, profetizar e ruminar, são as ferramentas práticas para permanecermos no espírito. Logo, andar no espírito é exercitarmos o espírito, invocando o nome do Senhor, orando-lendo a palavra, falando-cantando os hinos, profetizando e ruminando. (Jo 7:38).


O Espírito é maravilhoso, pois nos deu tal revelação objetiva, praticável e que é capaz de produzir uma reação positiva em nós. Ao desfrutar disto, todos nós sentimos a necessidade de andar... andar... andar... andar... e andar... praticando a graça, o amor, a verdade, a luz e o espírito (Mt 7:24).

M.C